Já se calculava que a navegação fosse algo a ter muito em conta neste Dakar. David Castera tem, ao longo dos últimos dois anos, avisado para essa situação e pelos vistos para a edição deste ano, nem esperou muito para ‘abrir o livro’. A Audi, foi a grande vítima, com Carlos Sainz a perder mais de duas horas e Mattias Ekstrom a ceder 1h45m.
A cerca de 70 km da meta, vários pilotos se perderam, e em dado ponto havia vários veículos que se cruzavam em direções opostas.
Nani Roma (BRX) revelou quase ter batido de frente em Carlos Sainz (Audi) num topo duma duna e segundo o Autosport inglês, havia uma indicação após uma bifurcação era referido no road book que os concorrentes deviam seguir 10 graus à esquerda pela pista principal, e foi aqui que muita gente se enganou. David Castera, diretor de Prova disse ao Autosport inglês que “era uma nota muito simples, eles tinham que ‘seguir a pista principal’ e foi aí que muitos se enganaram porque a pista principal virou em direcções diferentes e isto levou à confusão. Mas é sempre assim, uns acertaram outros não, e a nota, sendo verdade que era complicada, era igual para todos. A nota não estava errada, quanto muito não era suficientemente clara”, disse Castera.
Muita gente, mesmo navegadores muito experientes asseguraram que a nota ia muito para lá do “pouco claro”. Pelos vistos o que referia 10 graus, passou rapidamente para 300 graus, e apesar dos 10 graus serem corretos (quem se manteve aí acertou) em determinado ponto era impossível saber qual era o caminho certo pois havia muitas possibilidades.
É que quem faz o road book, só tem as suas marcas e no dia da competição pode haver dezenas, o que leva a más interpretações. Resumidamente, todos aceitam navegação difícil, mas quando o road book é dúbio e tanta gente se perde, algo está errado pois não é normal tanta gente se enganar. Isso indicia que houve algo de errado, que ‘enganou’ tanta gente.











