O antigo campeão mundial de Fórmula 1 Mika Hakkinen é da opinião que o incidente entre Max Verstappen e Lewis Hamilton foi “perigoso”, mas que não se tratou de um “brake test” do neerlandês ao adversário, apenas uma jogada estratégica que não correu bem.
“O que aconteceu em Jidá foi perigoso”, escreveu Mika Hakkinen na sua coluna de opinião na Unibet. “Ambos os pilotos sabiam que a linha de ativação do DRS estava à frente, pelo que nenhum deles queria ser o primeiro a atravessá-la, uma vez que isso permitiria ao outro piloto ultrapassá-los na reta seguinte. Sabemos agora que, embora Max tivesse recebido a instrução para permitir a passagem a Lewis, o Lewis ainda não tinha sido informado e estava momentaneamente confuso. Como resultado, penso que as equipas e a FIA terão de analisar o processo, e talvez a tecnologia, utilizada para enviar mensagens aos pilotos. Analisando o que aconteceu a seguir, não acredito que o Max tivesse feito um “brake test” a Lewis – ou seja, a tentar forçar uma colisão que poderia facilmente ter posto ambos os carros fora da corrida. Em vez disso, ele estava a tentar forçar o Lewis a ultrapassá-lo naquele ponto. Contudo, a forma como abrandou, e a posição do seu carro na pista, foi definitivamente um problema. A FIA revelou que o carro de Max produziu 2,4G de força em travagem. Para dar uma ideia de como é, um carro de estrada de alto desempenho com ABS produziria cerca de 1,2G sob travagem máxima. Isto foi quase o dobro desse valor, e conseguimos ver Max a abrandar da oitava velocidade para a terceira velocidade no processo”.Abordando a última prova do ano, que decidirá os dois títulos em disputa, Hakkinen diz ser da “opinião de que é preciso correr positivamente, e não negativamente. Ganhar o Campeonato do Mundo deve ser uma questão de velocidade, precisão, de perícia e de provar que se pode vencer o outro piloto numa luta direta – uma luta desportiva. É isso que eu quero ver no próximo domingo, e sei que é isso que a FIA, a Fórmula 1 e os fãs também querem”.











