Durante o treino do GP da Arábia Saudita, Lewis Hamilton bloqueou Nikita Mazepin numa das zonas “cegas” do traçado e na qualificação, o piloto da Haas foi ultrapassado por alguns adversários quando se preparava para iniciar uma volta rápida, sem que tais pilotos fossem chamados à atenção. Por causa de comportamentos semelhantes, Mazepin recebeu alguns “puxões nas orelhas” na sua época de estreia, principalmente na primeira metade.
Por sinal, Mazepin quis reunir-se com Michael Masi para perceber quais são as indicações do diretor de corrida sobre esta matéria. “Tinha um encontro com o Michael porque era exatamente isso que eu queria ver e discutir. Não é uma crítica, foi uma oportunidade para eu falar com os comissários e saber a sua opinião. Fiquei muito preocupado com as minhas ações no Bahrein, onde fiz uma coisa muito semelhante à que faria na F2, que seria levada sem críticas, e ultrapassei os carros para a última curva porque senti que precisava passar. Disseram-me duramente que isto não é aceitável e que não é isto que se faz na Fórmula 1. Curiosamente, 20 corridas mais tarde, pilotos que estão aqui há mais de 10 anos, a maioria deles de facto, ultrapassaram-me – penso que foram quatro ou cinco carros na última curva, cerca de 150 metros antes de iniciar a volta. As regras são as mesmas para todos. Sou novo neste desporto, por isso vou jogar juntamente com o que os outros estão a fazer, mas o que considero inaceitável é criticar a geração jovem e depois, à medida que o ano continua, mudar ligeiramente a abordagem. Preciso de aprender e preciso de analisar porque o que aconteceu foi dececionante, porque fui ultrapassado por Vettel, comecei a volta atrás dele e Max e ambos travaram na reta e eu tive de travar também. Se se perder um segundo e meio na curva, não vale a pena continuar a volta ao ritmo a que estamos a ir. Preciso de falar, analisar e voltar sem este tipo de coisas“, explicou o piloto da Haas.
O piloto ainda acrescentou que apenas quer saber com o que contar, para melhorar como piloto. “Falei com o Michael [Masi] e perguntei-lhe se podia arranjar algum tempo para falar comigo para ver qual é a sua opinião e como a podemos resolver, não só do ponto de vista dos comissários, mas também do ponto de vista dos pilotos, porque penso que não está a funcionar exatamente como deveria estar. Se eu puder ser útil ou compreender o que um piloto poderia fazer nesse caso, seria melhor”.










