F1: “Efeito Netflix” claro nos números do GP dos EUA

Por a 28 Outubro 2021 15:41

Não se pode subestimar os efeitos de uma presença mais vincada nas redes sociais da F1 na conquista de novos fãs, assim como o efeito da série Drive to Survive, da Netflix e os números da assistência no fim de semana do GP dos EUA são um excelente indicador.

A F1 está melhor, não há dúvida nenhuma, mas não está radicalmente melhor do que estava há 5 anos. Sim a época 2021 está a ser fenomenal, com grandes lutas e isso atrai público mas há um fator que tem de ser realçado. Foi possível atrair mais público graças à postura mais aberta da F1 e graças a iniciativas como o Drive to Survive. As 400 mil pessoas que estiveram a ver ao vivo a prova, nos três dias de competição são um número assombroso, num país onde outros desportos têm mais peso que a F1. Conseguir subir os números de espetadores ao vivo é um feito, mais ainda numa altura em que teremos mais uma corrida em solo americano e isto sem um piloto local ou uma equipa americana a lutar por posições de relevo. Esta foi uma das maiores assistências de sempre da F1 e foram muitos os comentários dos jornalistas presentes que disseram que “nunca viram filas assim” para entrar no recinto. Num mundo que ainda recupera de uma pandemia que teima em assombrar os dias, ver bancadas cheias fez lembrar tempos em que não havia medo de cumprimentos. Mas mais que isso, mostrou que a F1 está cada vez melhor. O espetáculo em pista tem sido de grande qualidade, mas para este ser apreciado, foi preciso um trabalho de sapa, de apresentação do desporto a “novos clientes”, daí o esforço para explicar os pormenores na transmissão. Também a chegada de novos ídolos, novas rivalidades, tudo isso apresentado de forma dramática na série que retrata a F1 fez muita gente interessar-se pelo desporto.

Isto reflete-se no “share” televisivo, com uma média de 1,2 milhões de telespectadores a assistir na ESPN, a corrida mais vista na rede desde que os direitos foram readquiridos em 2018. Apenas o Grande Prémio dos EUA de 2007, ganho por Hamilton em Indianápolis, atraiu mais espectadores, enquanto a corrida deste ano é agora o grande prémio mais visto da temporada, ganhando uma audiência maior do que as corridas francesas [1,1 milhões] e britânicas [um milhão]. Se era preciso uma prova que o rumo traçado é interessante, ver bancadas cheias e o entusiasmo num país onde a F1 ainda era vista de lado, as imagens das bancadas do fim de semana de Austin são o melhor exemplo.

Caro leitor, esta é uma mensagem importante.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI

1 comentários

  1. jo baue

    28 Outubro, 2021 at 21:50

    Será mesmo especialmente por causa do impacto das redes sociais que os americanos acordaram para a F1?
    A propósito dos números da ESPN, lembrar e realçar que transmite para toda a América Latina ( confirmado agora: 13 países). O que não é por acaso. De facto, se as bancadas em Austin estavam tão cheias, provavelmente a 1ª razão para tal é o número de latinos que vivem no Texas, e só de origem mexicana são quase 8 milhões ,e aquilembrar que o Checo está entre eles, pois tem aí residencia , e que a fronteira com o México está a pouco mais de 500 kms do autódromo, em cuja raia vivem mais de 2M de do lado mexicano ( a “desconhecida” cidade Reynosa tem + de meio milhão de h).
    Juntando isso à psicologia de massas, que mostra que após eventos traumáticos como grandes guerras ou epidemias sucede sempre um período de grande consumismo e até quase euforia, teremos então + 2 factores decisivos. Como deverá ser confirmado já no próximo fim de semana.

Deixe aqui o seu comentário

últimas FÓRMULA 1
últimas Autosport
formula1
últimas Automais
formula1
Ativar notificações? Sim Não, obrigado