O Grid Walk de Martin Brundle é já um clássico das transmissões de F1 britânicas. O ex-piloto de F1 e agora comentador, percorre a grelha de partida minutos antes do arranque para sentir o pulso ao ambiente, falando com pilotos, membros das equipas e até celebridades que por lá se passeiam. E foi ao interpelar uma celebridade no GP dos EUA que se deu um momento caricato.
Brundle tentou falar com Megan Thee Stallion, uma rapper americana, tentando ouvir algumas declarações por parte de alguém que tem relevo perante um certo público e que certamente não terá ido a muitas corridas de F1 até agora. A artista até parecia com vontade de falar, mas o guarda costas e outro elemento do staff impediram Brundle de continuar. Um dos elementos disse “não pode fazer isso” ao que Brundle respondeu “Posso, até porque acabei de o fazer” provocando reações na internet.
Uma das máximas que Brundle usa nestes casos é que “todos temos um trabalho a fazer” e se os pilotos estão em pista para pilotar, sabem que também têm a obrigação de falar com os jornalistas, pela equipa que representam, pelos patrocinadores que representam e pelos seus fãs. As celebridades que vão às provas, sabem que a sua função é dar visibilidade a uma prova (sendo pagos para isso na maioria das vezes) e por isso têm de fazer o esforço de falar ao máximo para a comunicação social.
É função do jornalista tentar interpelar os intervenientes, mesmo sabendo que por vezes essa tentativa pode ser mal interpretada. Caiu-se na moda de criticar por criticar e quem tenta fazer chegar as informações ao grande público é, não poucas vezes, colocado de parte. Parece que se tornou moda fazer cara feia a quem faz perguntas, a quem leva a informação aos interessados, a quem dá visibilidade e relevância aos que necessitam dessa visibilidade para valorizar a sua marca e as marcas que representa.
Felizmente em Portugal, o panorama geral ainda é, no geral, positivo e os personagens principais, salvo algumas exceções, entendem esta mecânica. Se falarem connosco, chegam aos seus fãs, ao seu público e a sua competição ganha com isso, além de valorizarem os patrocinadores. Mas era bom que, de uma vez por todas, se entendesse a função de cada um pois só assim o desporto pode chegar mais longe. Na verdade todos estamos aqui pela paixão pelas corridas, e se cada um cumprir a sua parte, as corridas crescem.













Realmente é daqueles episódios idiotas. Acho que o acto de Brundle perguntar se ela “tinha um rap, se podia fazer um rap sobre a corrida” também não ajudou. Brundle estava a fazer o seu trabalho, mas podia ter feito uma pergunta mais interessante, que até fez depois, mas já era tarde (perguntou-lhe que piloto apoiava). Acho que são esse tipo de perguntas que devem ser feitas e não “olha, podes-me fazer um rap agora?”, como ela não está lá para cantar nem “rapear”, obviamente recusou. Em defesa de Megan Stallion (que por alguma razão tornou-se no centro das críticas, não… Ler mais »
A questão, para mim, é só uma: a organização do evento não deveria ter permitido seguranças privados das celebridades, naquele espaço.
Megan quem?
Por mais que goste do MB confesso que acho ridículas as perguntas que faz a certas “celebridades”. São perguntas e respostas que não acrescentam absolutamente nada. Trata-se de uma pura perda de tempo quando podia estar apenas focado em entrevistar pilotos, técnicos ou directores das equipas antes da corrida. Quero lá saber o que esta ou aquela celebridade acha da F1, quem gosta de saber dessas “celebridades” que veja a imprensa cor-de-rosa.