F1, Andreas Seidl: “Quando mudamos para a Mercedes, o objetivo era claro”

Por a 2 Outubro 2021 16:13

Uma das grandes mudanças na McLaren para esta época 2021 foi a troca de unidades motrizes, passando a ser fornecida pela Mercedes, depois de terminar o acordo com a Renault. A melhoria nas performances da McLaren pode também ser explicada por esta mudança.

Andreas Seidl vê esse facto com normalidade e apontou que o objetivo da equipa era ter a melhor unidade motriz:

“Antes de mais, o tempo de volta de um carro é, evidentemente, o resultado de um pacote global, e a unidade de potência desempenha um papel importante nisso”, disse Seidl na semana passada em Sochi.

“Quando decidimos trocar para o motor Mercedes, havia uma razão clara para isso – queríamos ter a unidade motriz que ganhou o Campeonato do Mundo no nosso carro. Estou muito feliz quando olho para os primeiros meses desta relação, como ela começou. Penso que ambas as equipas em Brixworth e Woking fizeram um trabalho sensacional durante o Inverno, mesmo sob as restrições da COVID, para integrar esta unidade no nosso carro. Estávamos realmente prontos desde o primeiro teste, sem quaisquer problemas de fiabilidade”.

Se nesta fase a McLaren só complica as contas da Mercedes de forma pontual, se o futuro correr como os responsáveis da McLaren pretendem, essa situação deverá acontecer mais vezes, o que pode levar as pessoas a pensar que a Mercedes dê primazia à sua equipa. Mas Seidl não está preocupado com essa possibilidade:”Estou convencido que isto não nos irá impedir de lutar por campeonatos no futuro”, disse o alemão.

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2 comentários

  1. Frenando_Afondo™

    2 Outubro, 2021 at 20:11

    Eu ia dizer “a Honda riu-se”. Mas esta McLaren já não é a arrogante que usou a Honda como bode espiatório para todos os problemas da equipa. É uma McLaren nova, sem mofo, teias de aranha de velhos egocêntricos. Daí o seu ressurgimento.

  2. jo baue

    3 Outubro, 2021 at 10:52

    Não há mistério nenhum aqui. A McLaren é hoje um verdadeiro Mercedes-b, tal como o foi a Racing Point. U.M. mercedes, mas não só, cópia absoluta da transmissão e da suspensão traseira dos mercedes. Fora o resto, que teve o seu início no GP da Toscana quando “espantosamente” da noite para o dia apresentaram aquele “nariz” cópia (ou seria original?) do W11.
    Mas claro, o Toto cobrou-lhes por lhes abrir o seu supermercado de Barckley: Por via de trocarem a UM à McL e usufruírem da derrogação das regras FIA que bloqueiam a evolução dos F1, o capo austríaco contornou essas proibições em seu próprio benefício.
    2) Quanto à reorganização, que é lembrada todos os dias: mesmo muito tardiamente, foi óptimo (para a McL) terem expulso o Ron. E confiaram a gestão da estrutura ao Seidl, que sabiamente foi buscar o italiano Andrea Stella, ex-Ferrari,e foi este que mudou a matriz do sistema produtivo quase militar da McL ( grupos de trabalho que se ocupava de parte do carro sem saber o q estavam a fazer os outros) dando ao departamento de competição uma organização eficiente, e voltando a uma pirâmide, chefiada pelo james key.
    Portanto, verdades inconvenientes e fiquemos por aqui.
    Ed: Lapso freudiano. Brackley e não Barckley.

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