A Pirelli irá testar um novo composto de pneus exclusivamente para o eixo traseiro dos monolugares, no treino livre do Grande Prémio da Áustria na sexta-feira, 2 de Julho, com o novo composto a entrar no “menu” já no GP da Grã Bretanha.
O teste servirá para avaliar a eficácia do novo composto e para melhorar ainda mais a robustez dos pneus. Esta decisão foi tomada para além da diretiva técnica recentemente emitida e dos últimos parâmetros prescritos pela Pirelli, tendo em conta o facto de não ser atualmente possível monitorizar as condições de funcionamento em tempo real. Este continuará a ser o caso até ao próximo ano, quando os sensores padrão serão introduzidos nos monolugares de todas as equipas.
Diz Mario Isola, da Pirelli Motorsport, que a “construção de 2021 é certamente um passo melhor do que a de 2020. Mas o novo que queremos propor é outro passo claro no sentido de ter um pneu mais robusto do que o atual. Porque acreditamos que o queremos testar e porque o queremos introduzir? É verdade que, com a nova diretiva técnica, temos agora uma situação muito melhor. O tipo de controlos e o número de controlos efectuados pela FIA estão a dar-nos uma boa garantia sobre a forma como as equipas estão a correr os pneus. Mas também é evidente que ainda não temos um sensor padrão [de pressão]. E até 2022, é impossível introduzir um sensor padrão. Assim, a situação melhorou consideravelmente em comparação com algumas corridas atrás, mas ainda temos esta impossibilidade de verificar a pressão durante a corrida. E temos um ano complicado à nossa frente. Portanto, acreditamos que ter esta solução no bolso, e não a utilizar, não é a decisão certa”.
Também Ross Brawn, concorda que este plano é apenas para as equipas terem mais margem de manobra no seu trabalho.
“A Pirelli quer dar mais algumas margens para as equipas trabalharem com elas. E é uma mudança sensata. Penso que é algo que todas as equipas apoiam, e uma jogada lógica. Penso que as mudanças que foram feitas com o controlo da pressão teriam resolvido a situação. Mas queremos dar um pouco mais de margem”.











