Não vai ser nada fácil a vida de todos os integrantes da caravana do WRC no Rali do Ártico/Finlândia, em menos de um mês, já que são esperadas temperaturas abaixo dos 20° negativos, especialmente à noite, o que sucede bem cedo por aquelas latitudes.
A segunda prova do Mundial de Ralis realiza-se dentro de três semanas, e será o primeiro evento totalmente de inverno a realizar-se na Finlândia. A sede é em Rovaniemi, perto do Círculo Ártico, sendo que a prova tem apenas 10 troços, mas bem difíceis. Espera-se muita neve, que irá proporcionar um rali de Inverno com condições perfeitas, tal como já se viu no recente Rally da Lapónia Ártico, recentemente realizado.
A prova começa logo com os 31,05 km de Sarriojärvi, a nordeste da cidade, estando previstos dois troços para esse dia.
No sábado, a segunda etapa irá ter um itinerário compacto em torno de Vanttauskoski. Mustalampi (24,43 km), Kaihuavaara (19,91 km) e Siikakämä (27,68 km) serão disputados duas vezes antes do troço de Siikakämä, já à noite. Mustalampi passará por cima de lago gelado antes de terminar com uma sequência espetacular de curvas rápidas. Ao mesmo tempo, a especial de Kaihuavaara promete ser extremamente rápida com zonas estreitas e mais complicadas, enquanto Siikakämä é característica das estradas florestais da região.
No domingo, a etapa final consistirá em duas passagens por Aittajärvi (22,47 km) a sul de Rovaniemi. A repetição deste troço será a Wolf Power Stage.
Tal como nos revelou Hugo Magalhães, que ali competiu o ano passado, no Rali do Ártico, os concorrentes são obrigados a equipar-se a preceito: “Esta prova tem questões muito específicas, já que se disputa numa zona em que as temperaturas negativas obrigam a cuidados adicionais, já que nunca se sabe quando podemos ficar parados no meio do nada e com temperaturas extremamente negativas.
Não podemos iniciar os reconhecimentos do rali sem antes verificar todo o material necessário para podermos estar em segurança.
Neste rali somos obrigados a transportar roupas quentes, pá de neve, corda para reboque, kit de primeiros socorros e triângulo.
Porque, por exemplo, os nevões são frequentes e inesperados tornando a visibilidade quase nula e as estradas difíceis ou mesmo impossíveis de circular, existindo o risco de ficar preso num troço. A juntar a estas dificuldades só temos quatro horas e meia de luz natural”.
Quando os concorrentes abandonam nos troços ou ligações, não espere vê-los muito tempo fora do carro. É outro mundo!
Veja com o que pode contar.










