Para o antigo patrão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, o problema da Ferrari “são os italianos”. Em 2020 a equipa de Maranello não tem nenhuma vitória, estando na sexta posição do Campeonato de Construtores com 131 pontos, tendo terminado 2019 na segunda posição com 504 pontos.
Ao La Stampa, Ecclestone afirmou: “Sem ofensa, mas eu sempre acreditei que o problema da Ferrari são os italianos. Querem todos liderar e têm todos ideias. Não estou a dizer que isso não possa acontecer, mas temos de olhar para os alemães, os franceses e os ingleses. São pessoas que pensam diferente”.
Ecclestone relembrou a temporada de 1993, onde afirmou que convenceu a Ferrari a aceitar Jean Todt. Todt acabaria por liderar a equipa no início do século a quatro títulos mundiais consecutivos, juntamente com Michael Schumacher.
“O que aconteceu com o Jean Todt foi emblemático. Os italianos não o queriam. Tive de os convencer e as coisas acabaram no caminho certo. O Binotto está numa posição desconfortável e nem sei se ele queria ser chefe de equipa. Ele é um engenheiro e sempre lidou com as questões técnicas. Em Maranello é preciso alguém que coloque as pessoas certas nos locais certos. Há três anos pensei que o Flavio (Briatore) seria o homem ideal pois ele tem boas ideias, sabe escolher pessoas e não é um político. Mas, está muito ocupado com as suas empresas”, concluiu Ecclestone.










