Poucos duvidam que a série Drive to Survive da Netflix, dedicada à Fórmula 1, foi das ‘coisas’ melhores que podiam ter acontecido nos últimos tempos. Para nós, adeptos ‘hardcore’ da disciplina, pudemos ver momentos e acontecimentos que nunca veríamos sem esta série e das duas temporadas que já vimos, a única coisa que lamentamos é… não ter bem mais episódios.
Quem já é adepto de F1 não estranha as fabulosas personagens da série, que não são atores, ‘aquilo’ é vida real no num dos desportos mais intensos que existem. O nível de drama e conflito é absolutamente incrível e isso tem, de certeza, feito maravilhas com quem não ligava à F1, viu a série e começou a ligar.
Logicamente, com o momento que vivemos não sabemos se vai haver uma terceira temporada, mas se a competição recomeçar é certo que a Netflix lá estará.
Numa entrevista ao site oficial da F1, Paul Martin, produtor executivo do Drive to Survive da Netflix, revelou que alguns dos momentos mais intenso desta segunda temporada foram pura sorte, porque na verdade a Netflix não sabe o que vai acontecer, simplesmente filma o que verdadeiramente acontece.
Como se pode calcular, apesar de terem bons meios e ainda receberem imagens da F1, não podem estar em todo o lado que há ação, mas em alguns casos, até parece combinado. Mas não é. “Muita desta série deve-se à sorte. Se olharmos para a primeira temporada, penso que não poderíamos ter previsto que as rodas dos Haas se iriam soltar nos dois carros da Haas, no GP da Austrália”.
A Mercedes na Alemanha, que passou da festa ao drama: “Foi quase a tempestade perfeita o Lewis não estar bem, o facto de eles se terem vestido à época, e depois no dia da corrida estar a chover a cântaros. A forma como a corrida se desenrolou” pareceu um argumento propositado para um episódio duma série.
Guenther Steiner, Chefe de Equipa da Haas é outro dos improváveis heróis da série. Na primeira e na segunda. Impagável o que diz a Romain Grosjean quanto à possível falência da Haas…
Quem conhece o modo de funcionamento da F1 não estranha que a Ferrari e a Mercedes tenham ficado de fora da primeira temporada, mas já entraram na segunda, pois perceberam facilmente que têm muito mais a ganhar com o facto das pessoas verem a Fórmula 1 exatamente como ela é e não só o que se passa em pista e no pitlane. Para os adeptos de F1, e são muitos pelo mundo, temos a certeza que um episódio de Netflix por cada Grande Prémio era pouco e com a riqueza de temas que há na Fórmula 1.
Será possível a Netflix ‘revisitar’ a história da Fórmula 1? Como seria ‘reproduzida’ a ‘festa’ de Max Mosley revelada pelo ‘The News of the World’. Só para dar um exemplo ‘lateral’ à rica história da F1, dentro e fora de pista…








