WRC, Objetivo: Oito provas na Europa, oito fora…

Por a 26 Setembro 2019 14:41

Yves Matton deu uma entrevista à AutoHebdo em que explica melhor as razões pelas quais o calendário do WRC 2020 ainda não foi tornado público. A ideia de Matton e da FIA é fazer rotatividade e chegar a um calendário de 16 provas, que permita acolher mais eventos e alargar o campeonato a outras paragens. O objetivo é ter oito ralis na Europa e oito fora dela. O belga falou na China, Rússia e EUA como objetivos a médio prazo…

Esperava-se o calendário de 2020 em junho, mas nessa altura, com a FIA e o Promotor com os ralis do Japão e Safari em mãos para entrar, e sabendo que as equipas não querem que o calendário se alargue a curto prazo, decidiram pedir ao Conselho Mundial da FIA para pensar num sistema de rotatividade – que já existiu no passado e deu maus resultados – sendo essa a solução encontrada. Dessa forma, as provas atuais do WRC não saem, mas sim ‘rodam’. Matton revelou que há vários organizadores quem acolheram bem a ideia de rotatividade, pois tira-lhes alguma pressão a vários níveis.

Quanto às provas a sair, falou na importância do mercado automóvel, quando lhe falaram do Rali da Alemanha, mas também não deixou de dizer que dessa forma terão a possibilidade de corrigir pontos fracos no seu evento, que existem. Portanto, ainda sem sabermos que provas sairão em 2020, para além da Córsega que já é um dado adquirido, o mais recente rumor foi a saída da Espanha. Antes tinha-se falado da Alemanha, por isso, o melhor é esperar…

A isto junta-se o facto de Matton dizer que tem nas mãos quatro ou cinco dossiers com países que querem entrar no WRC. Mas escusou-se a dizer quais. Todos eles terão que ter provas candidatas antes duma possível entrada no WRC. Mas há exceções. Quando acima falámos de provas como a China, Rússia e EUA, Matton explicou que nestes casos o processo terá de funcionar doutra forma, pois é maior o interesse da FIA em tê-las no calendário do que o contrário. Nestes casos, é provável que a FIA tenha que arranjar uma ‘task force’ organizativa, para colocar de pé eventos nestes países. A recente experiência da China foi uma lição para a FIA. E uma ‘task force’ não é nada de muito estranho, pois, por exemplo Portugal ‘exporta’ diretor de prova para outras latitudes, e ter uma equipa nos respetivos países, e ter gente experiente que vem de fora para ajudar a avançar, não é nada de demasiado complicado…

Por fim, Yves Matton diz que o Rali Safari entra, porque é preciso uma prova em África, mas também diz que depois do primeiro ano será feita uma avaliação, pois os ‘standards’ do WRC não podem ser beliscados. Pelo menos reiteradamente…

Caro leitor, esta é uma mensagem importante.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI

Deixe aqui o seu comentário

últimas Ralis
últimas Autosport
ralis
últimas Automais
ralis