Juan Pablo Montoya esteve apenas seis temporadas completas na Fórmula 1, mas é um dos pilotos mais lembrado do início do século XXI. O piloto colombiano esteve no Beyond The Grid, o podcast da Fórmula 1 e comentou a sua passagem pela F1.
“Não foi uma passagem curta, quero dizer, poderia ter sido mais longa se eu quisesse, mas eu não queria. Eu era diferente, acho que foi por isso que eu não durei tanto tempo, porque foi diferente, eu acho que não encaixou. Para mim, foi difícil porque a imprensa britânica era dura comigo, tendo substituído o Jenson (Button, na Williams) e o David Coulthard (na McLaren). E a imprensa alemã também nunca gostou de mim por causa do Michael e Ralf (Schumacher). Eu era sempre o mau, mas estava bem com isso”, disse Montoya sobre seu período na F1.
Montoya saiu da F1 a meio da temporada de 2006, na McLaren, depois de anunciar que iria para a NASCAR no ano seguinte, com a Chip Ganassi.
“Honestamente, não tinha a certeza do que ia acontecer e onde estaria no ano seguinte. Apareceu a possibilidade da NASCAR e era um contrato de cinco anos e pensei ‘por que não?’ Quando fiz isso, estava a caminho da próxima corrida e o Ron Dennis disse-me que a minha cabeça estava noutro lugar e que eles não queriam que continuasse, eu disse ‘OK’”, explicou o piloto.
O colombiano revelou ainda que Bernie Ecclestone o chamou para tentar colocá-lo de volta na competição.
“O Bernie chamou-me uma vez. Perguntou por que estava a sair, ele disse que me queria de volta. Eu disse-lhe que tinha assinado um contrato de cinco anos, que sentia muito. Disse-lhe que o único lugar que poderia ir era para a Ferrari, mas com o Michael (Schumacher) lá, eu não queria ser segundo piloto”, comentou o piloto.
Por fim, o piloto respondeu se nunca pensou em voltar, ou se teve pena de ter saído da competição.
“Foram bons anos, com os seus altos e baixos. Eu gostei, foi divertido e é isso. Eu estava confortável para sair quando saí. Depois de seis meses na NASCAR, eu não pensei ‘por que é que eu fiz isto?”, terminou Montoya, que acabou a carreira na F1 com seis vitórias e 28 pódios.









