F1: Cyril Abiteboul falou da contratação de Ricciardo
A Renault fez o “golpe” do ano, ao ir buscar um dos melhores pilotos da grelha e teve um pequeno extra de mandar uma “bicada” à Red Bull, que desde 2014 não tem tido problemas em apontar o dedo aos franceses.
Cyril Abiteboul explicou um pouco mais do processo de contratação do Sr.Sorrisos:
“Não há magia, não há nada de especial”, explicou Abiteboul ao site Crash.net. “Foi um longo processo, que não estava completamente sob nosso controlo, porque claramente dependia do Daniel e da sua decisão. Ele sabia que tínhamos interesse na sua contratação há algum tempo, quer de uma perspectiva comercial, mas mais importante que isso, para o nosso projeto, o que temos para oferecer – e o que ainda não temos para oferecer, que ainda está em formação. Não mudamos a nossa filosofia. Nós não mudamos as nossas promessas. Nós não fizemos uma promessa que não poderemos honrar no próximo ano ou no ano seguinte. Desde o início, eu sabia que seria um processo longo, para ele decidir o que era melhor. Eu entendi que seria uma decisão difícil, mudar da Red Bull para qualquer outro lugar, e mais ainda para se juntar a nós. Eu aceitei isso desde o primeiro dia. Portanto, presumi que ele levaria um pouco de tempo para digerir uma decisão importante.”
A Renault sempre esteve confortável no que aos pilotos diz respeito pois tinha já Sainz na equipa e tinha Ocon na calha, caso o processo Ricciardo não chegasse a bom porto. A contratação do australiano traz qualidade mas traz também visibilidade.
“Foi uma surpresa e foi um alívio. Mas, ao mesmo tempo, sentimos também o peso do que isto significa para nós, para a equipa, porque sinto que temos uma obrigação com ele ”, admite Abiteboul. “Tínhamos uma obrigação de ser competitivos e continuar a progressão, mas temos uma obrigação adicional de não prejudicar um dos pilotos mais carismáticos do paddock. Acho que todos querem que ele esteja num bom carro, uma boa equipa, para lutar por pódios e vitórias. Agora temos essa obrigação, não daqui a dois ou três anos, mas agora. Não estamos aqui para fazer número, estamos aqui também para atingir esses resultados. ”
O responsável francês admite que esta jogada é a mais vistosa e confirma a vontade da equipa de chegar ao topo, mas relembrou que há movimentações que não são visíveis que mostram o empenho e a vontade da marca em ter sucesso, como a contratação de mais 300 pessoas, a construção de novas infraestruturas. Ricciardo serve de prova do compromisso da Renault.
Além do empenho da Renault, um dos factores que poderá ter pesado na decisão é a desconfiança de Ricciardo em relação à Honda, algo que Abiteboul acredita possa ter também tido um papel determinante:
“Se ele estivesse convencido de que a Red Bull estaria em condições de lutar pelo título no próximo ano, não acho que ele teria saído, porque a posição da Red Bull era muito clara, eles queriam contratá-lo. Há uma estratégia de comunicação muito forte, mas acho que Daniel é experiente o suficiente para ver que é apenas isso.”
Em declarações à autosport.com Abiteboul reafirmou essa ideia:
“Acho que é um pouco injusto para a Renault. A Honda está a fazer progressos, mas toda a comunicação da Toro Rosso em relação à Honda, quando a Honda já usou 11 ou 12 unidades motrizes, francamente, é uma piada e não impressiona. Que eles possam influenciar alguém como o Pierre Gasly eu posso entender, mas não um piloto como Daniel Ricciardo, e que eu respeito”.
“Ele [Ricciardo] conhecia o negócio na mesa, em termos financeiros, mas também em termos da equipa, a forma em que estamos, a responsabilidade que temos em construir a equipa e, portanto, a capacidade do carro, que não está ainda ao nível da Red Bull, e não estará ao nível da Red Bull no próximo ano. Eu acho que ele sabe disso.”
A vontade da Renault é continuar a evoluir ano após ano, sem olhar para a mudança de regulamentos de 2021, que até poderá ser adiada, segundo disse Ross Brawn. O plano passa por continuar esta evolução e chegar ao top independentemente das mudanças que estão a caminho:
“Agora podemos focar-nos no resto. O motor 2019 já está no banco de testes enquanto falamos. Estamos muito adiantados em comparação com o ano anterior, o que é bom, e acho que também temos agora em Enstone a estrutura necessária para desenvolver um carro competitivo, baseado nos novos regulamentos. Então, sim, 2021 está na minha cabeça, mas antes de 2021 há 2019 e 2020, onde também temos de continuar a progredir.”
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI




