CPVT, César Campaniço: “O campeonato tem potencial”
César Campaniço, patrão da Team Novadriver, foi outros dos chefes de equipa que falou sobre a situação actual do CPVT ao Autosport. Campaniço afirmou que a medida tomada (cancelamento da primeira ronda do ano no Estoril) foi a medida necessária, além de outras medidas já tomadas, que ajudam a baixar o custo da competição:
“A medida vai de encontro ao que já tinha sido feito no ano passado. Os pilotos têm dificuldades ter os projectos terminados até março, por isso creio que esta decisão apenas peca por ser tardia. Em relação à redução de uma prova neste ano, não é algo que nos agrade muito, como equipa, pois vivemos disto e é uma fatia do nosso rendimento que se perde, mas por outro lado pode ajudar os pilotos a fechar contrato, pois houve uma diminuição de custos.”
Campaniço defende que é preciso fazer uma reflexão sobre o estado actual do campeonato e defende uma maior aposta nas categorias secundárias para preencher a grelha:
“Acho que era preciso uma promoção diferente no campeonato deixando de lado alguma inércia que existe. Era necessário uma categoria secundaria mais forte, por exemplo, para termos um grid mais composto. O promotor tem trabalhado de forma muito profissional e empenhada dentro das suas capacidades. Mas é preciso que no final do ano se faça um balanço sobre esta situação.”
O chefe da Team Novadriver mostrou-se agradado com a mudança do formato dos Racing Weekend e defende o potencial do TCR em Portugal, tendo em conta o nível de orçamentos que são praticados nos ralis:
“A mudança de formato é positiva. As 4 provas por fim de semana não eram o formato ideal,no meu ponto de vista. Este formato é o usado lá fora e é o que me parece mais simples. Cá, a única diferença é que havendo um carro partilhado por dois pilotos o tempo em pista fica muito reduzido. Os orçamentos na velocidade são muito mais reduzidos em relação aos ralis e aí não se vê falta de interessados. O campeonato tem muito potencial, com base numa regulamentação que vai ser usada numa Taça do mundo FIA, mas mesmo assim não se consegue atrair mais interessados em Portugal. Algo tem de ser feito.”
Campaniço acredita que é necessário encontrar novas soluções para tornar o campeonato mais atractivo aos pilotos e viu no troféu Ibérico uma solução positiva que infelizmente não vingou:
“O Troféu ibérico foi interessante e chamou muitos pilotos. Mas se quisermos ficar apenas por cá, a questão dos TCC tem de ser melhor trabalhada para termos uma grelha mais composta. Se a situação continuar assim, corremos o risco que alguns prefiram ir competir do outro lado da fronteira. Creio que é necessário encontrar novas formas de atrair pilotos aos campeonatos, com prémios para vencedores do TCC ou TCS, por exemplo. É preciso pensar em novas formas de ter um produto mais atractivo. Todas as entidades envolvidas devem remar para o mesmo lado.”
Para Campaniço, é preciso pensar primeiro em convencer os pilotos em vir para a competição, criar um campeonato sustentável e a partir daí olhar para os restantes pormenores:
“No passado, por exemplo no PTCC, os carros eram muito mais caros e conseguíamos ter boas grelhas em pista mas, lá está, havia carros de categorias inferiores a fazer grelha o que neste momento não existe. Espanha também passou por uma fase menos boa e agora têm grelhas com 40 carros. Embora sejam carros muito diferentes, creio que devíamos olhar para esse exemplo e ponderar. Pode-se pensar que a nível competitivo não é tão interessante para o público, mas é preciso primeiro pensar nos pilotos. É preciso tornar o campeonato interessante para os pilotos para depois termos campeonatos interessantes para o público. Se tivermos um campeonato sólido e atractivo para os pilotos, os fãs virão depois com naturalidade.”
Mas no geral, a medida tomada dá mais tempos aos pilotos para prepararem os projectos e embora não seja a situação ideal, Campaniço vê a situação com optimismo e acredita que as negociações que agora decorrem cheguem a bom porto.
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