Foi um dia de sortes diferentes sortes para a Peugeot no Dakar: no final da Etapa mais longa do rali, a armada francesa ocupa o 1º e o 2º lugares à geral, depois de uma terceira vitória consecutiva numa Etapa 5 extremamente punitiva. Contudo, os vencedores de nove Campeonatos do Mundo de Ralis (WRC), Sébastien Loeb/Daniel Elena, foram forçados a abandonar por razões médicas, depois de um embate numa duna que causou algumas lesões ao navegador.
“O começo da Etapa foi muito complicado: a areia estava muito solta, o carro não conseguia subir as dunas, acabando por ficar atolados mais ou menos 20 minutos depois da partida. Depois, voltámos à acção e conseguimos seguir as marcas deixadas por outros concorrentes, o que ajudou bastante. Chegámos a um local onde estava outro concorrente imobilizado no topo: para não pararmos na subida, desviei-me dele… mas, logo a seguir ao topo da duna, havia um buraco que não tínhamos visto, onde caímos com força. Não podíamos fazer mais nada senão esperar pelo camião para nos puxar dali para fora. O Daniel estava com muitas dores por causa do impacto. Conseguimos terminar a etapa, muito devagar para não piorar as dores do Daniel. Dada a sua condição física, não tivemos outra opção senão abandonar”, disse Sébastien Loeb
Já Daniel Elena, não aguentou, pois pela frente tinha ainda muito percurso fora de estrada, o que lhe iria certamente agravar a lesão: “Caímos numa ‘poça’ de areia mole que, pura e simplesmente, não tínhamos visto. O impacto foi violento. Senti imediatamente uma dor aguda no externo e no cóccix, que não passava. Tinha tantas dores que tivemos de terminar a Etapa em marcha muito lenta. Tive de ficar esticado no meu banco para minimizar as dores que tinha quando me sentava. Normalmente, não sou de desistir, mas sinto que não posso continuar no terreno que temos pela frente, recheado de fortes compressões.”












