Tony Fernandes não se arrepende de ter entrado na F1

Por a 6 Novembro 2017 16:24

Tony Fernandes juntou-se à Fórmula 1 no início de 2010, ressuscitando a Lotus, tendo a sua equipa depois mudado o nome para Caterham. No entanto, apesar de ter passado cinco anos na F1, a equipa nunca conseguiu pontuar e estava sempre nas últimas posições durante a corrida.

“A Fórmula 1 foi um desastre para mim… nunca estivemos muito bem. Mas eu estive na F1 com algumas das melhores marcas, e para mim a vida não se trata apenas de sucesso, trata-se de fazer coisas nas quais acreditas. Tínhamos lá a Ferrari, a McLaren e Frank Williams. Nós estávamos lá na mesma zona. Em segundo plano, mas na mesma zona”, disse Fernandes

O antigo dirigente também falou sobre a promessa enganosa do então presidente da FIA, Max Mosley, quando o empresário estava a preparar-se para chegar à F1.

“Max Mosley prometeu-me que a categoria reduziria os custos para metade e isso daria a todos uma hipótese justa, mas isso nunca aconteceu e, de facto, as despesas aumentaram. Tornou-se tudo insustentável e acho que agora todos têm problemas. Agora é uma procissão. Quando comecei a assistir a F1, chegou o Eddie Jordan. Ele fundou uma equipa e, nesse mesmo ano, ou no ano seguinte, poderia ter vencido uma corrida – o que nunca mais vai acontecer. Neste momento, a Haas está  a fazer um bom trabalho. Mas eles estão na NASCAR há muito tempo, por isso, é difícil. A pior coisa da F1 é que eu cresci a amar os pilotos e agora muitos precisam de pagar para ter um lugar. Muitos talentos nunca chegarão à F1, o que acho triste”.

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3 comentários

  1. João Pereira

    6 Novembro, 2017 at 18:39

    Ressuscitou a Lotus? A sério?
    Agora os pilotos têm que pagar? sempre houve pilotos pagantes e sempre haverá, mas se tiverem algo de genial rapidamente deixarão de o ser.

    • Frenando_Afondo™

      6 Novembro, 2017 at 21:13

      Durante uns quantos anos, até a Lotus Cars fazer birra e dizer que a marca era deles e entrarem na F1 com as mesmas cores que a outra Lotus ia usar e depois rapidamente também desapareceram. Isto é, viram uma maneira de fazer dinheiro, não resultou, lá venderam a equipa de volta à renault.

      • João Pereira

        8 Novembro, 2017 at 12:02

        Tem razão, Tony Fernandes entrou na F1 com uma equipa criada de raiz, à qual deu o nome Team Lotus, pelo qual teve que pagar a David Hunt, e até pintou os carros na cor da Lotus (British Racing Green e Amarelo) e juntamente com os V8 2.4 que a Cosworth “inventou” a pedido de Max Mosley, marca à qual Colin Chapman deu o primeiro triunfo com Jim Clark no genial Lotus 45 (primeiro F1 com motor portante).
        É claro que a coisa tinha que dar para o torto, porque os advogados de Mr Fernandes não o informaram que o uso do Logo da Lotus que inclui as iniciais ACBC (Anthony Colin Bruce Chapman) tinha outro tipo de direitos que não pertenciam a Mr Hunt nem aos herdeiros de Chapman que havia vendido a totalidade da sua empresa Lotus Cars á GM, e tudo acabou nos tribunais, e deu na “chachada” que deu.
        Quando o Team Lotus que depois da morte de Chapman ficou a pertencer à viuva e gerido por Peter Warr, e posteriormente passou para as mãos de Peter Collins e Peter Wright, acabou por bater no fundo e já sob administração do tribunal, foi comprado no fim de 1994 por Mr Hunt, na verdade ele só comprou a licença e o nome, ele rapidamente fundiu a equipa com a Pacific Racing (ficando com os direitos do nome Team Lotus), a equipa perdeu a identidade, e se em 95 os Pacific correram com o Logo do Team Lotus, é óbvio que já não tinha nada a ver, e a coisa morreu quando a Pacific fechou portas.
        A Lotus Cars seria a única que poderia com alguma dignidade ressuscitar a equipa, mas procedeu mal, primeiro porque entrou apenas como patrocinador, sem qualquer envolvimento técnico, ou seja limitou-se a pagar a pintura dos carros, e ainda por cima com as cores erradas, porque eram as cores de um patrocinador (John Player Special) da antiga equipa e não as da própria equipa.
        Por tudo isso caro frenando afondo, na minha qualidade de fan da Lotus desde puto, aínda nos anos 60, digo-lhe que a Lotus morreu há muitos anos depois de andar pelas ruas da amargura, e não se pode ressuscitar a equipa, ás trapalhadas de Mr Fernandes e da Lotus Cars. Fica no entanto para a história o único ponto de Pedro Lamy e o seu horrível acidente em testes de pneus em Silverstone precisamente no último ano da equipa.

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