A Red Bull tem sido uma das grandes deceções da temporada, até agora, em grande parte devido às enormes expetativas geradas em seu redor durante o inverno. Com um novo regulamento com ênfase na eficiência e apoio aerodinâmico, a Red Bull era apontada como a grande favorita a assumir-se como a principal opositora à caminhada para mais uma temporada de títulos da Mercedes. Mas não é nada disso que está a acontecer e Max Verstappen já avisou que se quiserem contar com ele para ficar a mais longo termo na equipa têm que ter um carro melhor…
Apesar de distraído com o híper carro da Aston Martin, a formação de licença austríaca tem ainda na sua folha de pagamentos Adrian Newey, o génio com o toque de Midas que sobressai sempre que existe uma mudança regulamentar através da sua imaginação prodigiosa para descobrir novos efeitos aerodinâmicos. Contudo, um grão na engrenagem acabou por deixar a Red Bull numa situação de desvantagem face à Mercedes e à ressurgente Ferrari: os carros mais largos do novo regulamento tiveram uma influência inesperada na correlação de dados entre o túnel de vento e a pista, que quando foi compreendida pelos homens de Milton Keynes causara já um atraso competitivo face às suas rivais.
Nas últimas provas tem vindo a assistir-se a uma recuperação da equipa, permitindo a Daniel Ricciardo e a Max Verstappen lutarem pontualmente pelos lugares do pódio, mas é ainda notória uma diferença competitiva para a Ferrari e para a Mercedes, consubstanciada pelo facto de o melhor que conseguiu em qualificação foi um quarto lugar, tendo sido a primeira linha completamente inalcançável para o australiano e para o holandês. Espera-se que Adrian Newey, que, entretanto, passou a dar mais atenção ao programa de Fórmula 1, e os seus homens possam continuar a evoluir o RB13 TAG, mas é já demasiado tarde para que a equipa tenha uma palavra a dizer no desfecho dos títulos, até porque as unidades de potência da Renault continuam a ser uma desvantagem face às da Mercedes e da Ferrari.








