António Félix da Costa juntou-se a um grupo seleto de pilotos que venceu o Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 mais que uma vez, e tornou-se também o primeiro a vencer a prova na condição de Taça do Mundo da disciplina. O piloto português voltou à prova como convidado, mas aproveitou toda a sua experiência para se superiorizar ao seu colega de equipa da Carlin, Sérgio Sette Camara, e ao também veterano Felix Rosenqvist.
Comparando esta vitória ao seu triunfo anterior, em 2012, Félix da Costa revelou que “esta vitória ainda tem um sabor melhor que a outra, acho. Não era suposto eu estar aqui, não era suposto correr de Fórmula 3, parece que nada disto faz sentido. Só tive dois dias para testar e não tenho nenhum patrocinador. O Trevor Carlin ligou-me a perguntar se eu queria correr, disse que ia tentar arranjar um patrocínio para me pagar, mas eu disse logo ‘esquece isso, eu vou'”.
Foi um fim de semana histórico para as cores portuguesas, já que Tiago Monteiro também venceu a Corrida da Guia ao volante de um Honda Civic, e isso fez com que Félix da Costa sentisse alguma pressão, reconhecendo que “esteve calmo o fim de semana todo, mas hoje acordei, senti-me diferente e pensei que tinha que ganhar. O Tiago também me dificultou a vida com a vitória dele, e o meu pai ligou-me a dizer que era uma coisa histórica se conseguíssemos ganhar os dois no mesmo fim de semana”.
Devido ao convite de última hora, o vencedor da prova confessou que “antes disto tudo eu ia ficar contente em terminar nos cinco primeiros, mas a minha equipa deu-me o carro que eu precisava para ganhar. Fiquei muito feliz com este resultado. Tive uma época complicada, parecia que só atraía o azar, mas nos últimos três meses as coisas mudaram no DTM e na Fórmula E e agora consegui chegar aqui e fechar o ano assim”.
Sobre a corrida, em que foi surpreendido por Sette Câmara no arranque, António reconheceu que “fiquei muito impressionado com o Sérgio este fim de semana. Ele foi o mais rápido de todos nós na Carlin durante todo o evento. No arranque, quando ele me passou, pensei ‘não pode ser’ e ele começou a ir-se embora, mas entrei num bom ritmo, e quando o safety car entrou, eu estava numa boa posição para ultrapassar. Acho que o safety car também estava mal sincronizado, não tinha dado espaço ao Sérgio para ele arrancar bem. Com o seegundo safety car, pensei que tinha que fazer o contrário para surpreender toda a gente, e acelerei o mais cedo possível. Depois tive duas voltas para manter o ritmo e aumentar a distância. Acabou por correr tudo bem”.










