Após uma reunião do conselho de administração, esta terça-feira, o presidente da McLaren Ron Dennis foi forçado a deixar a sua posição e envolvimento com a equipa de Fórmula 1.
A figura maior do hoje construtor britânico lutava há várias semanas com outros membros da administração para manter o seu lugar na estrutura, descontentes com a influência que a sua gestão do McLaren Technology Group estava a ter na equipa de Fórmula 1. Hoje foi confirmado que, após 35 anos no comando da equipa, Dennis deixa de ter qualquer relação com a equipa, encontrando-se agora em ‘gardening leave’ – um período sabático até que possa rumar a outras equipas, caso assim o pretenda.
Num comunicado oficial, o responsável por trazer para a McLaren nomes como Alain Prost, Ayrton Senna ou Lewis Hamilton revela que a sua saída é ilegítima, mostrando-se ainda determinado em criar um novo fundo tecnológico. O britânico irá manter para já as suas posições no conselho de administração, bem como as ações que lhe dão 25% da companhia.
“Estou desapontado que os representantes da TAG [de Mansour Ojjeh] e da Mumtalakat [o fundo de investimento da família real do Bahrain], os outros acionistas maioritários da McLaren, tenham forçado esta decisão de afastar-me da companhia, apesar dos fortes avisos do resto da direção sobre as potenciais consequências que as suas ações teriam na empresa. Os argumentos que eles utilizaram são totalmente falsos e ilegítimos; o meu estilo de gestão é o mesmo de sempre, e um que permitiu à McLaren tornar-se num grupo automóvel e de tecnologia que venceu 20 títulos de Fórmula 1 e se tornou num negócio de 850 milhões de libras por ano”, afirmou.
“Ao longo deste período trabalhei de perto com um conjunto de pessoas talentosas para manter a McLaren no cume da tecnologia, às quais ser-lhes-ei sempre extremamente grato. Nos últimos tempos ficou claro para mim durante este processo que nem a TAG, nem a Mumtalakat partilham a minha visão para a McLaren e o seu verdadeiro potencial de crescimento. Mas a minha principal preocupação assenta no negócio que ergui e nos seus 3500 funcionários. Irei continuar a utilizar as ações que detenho nas duas companhias [McLaren Automotive e McLaren Racing] e os meus lugares na administração para proteger os interesses da McLaren e ajudar a moldar o seu futuro. Adicionalmente, tenho a intenção de lançar um fundo de investimento tecnológico assim que o meu contrato com a McLaren expire. Em conjunto com investimento externo, este fundo irá capitalizar a experiência e os recursos financeiros que adquiri de modo a perseguir as muitas oportunidades comerciais com que fui confrontado nos últimos anos, mas que não consegui acompanhar devido ao facto de me encontrar tão comprometido com a empresa”.











