Nos últimos dias surgiram alguns rumores à possibilidade de Ross Brawn ocupar o ‘cadeirão ‘de Bernie Ecclestone, mas o patrão da FOM esclareceu tudo como só ele sabe. Deixou claro que a Liberty Media comprou a Fórmula 1, mas como se sabe ainda vai demorar algum tempo a processar-se a transição e por isso, assim que ouviu falar de Ross Brawn poder ser o novo CEO da Fórmula 1, deixou de imediato claro que isso era um “disparate”. Ao Bild, Ecclestone foi claro “Eu é que sou o patrão. Isso não vai mudar!”
A verdade é que parece que Ecclestone está a ser marginalizado pela Liberty, que tem ideia de fazer mudanças, mas ‘Bernie’ explica: “É muito simples, o Pacto da Concórdia vigora até 2020 e até lá as equipas e as regras não podem, e não vão mudar. Claro que os acionistas podem mudar, e os novos podem dar mais ênfase à publicidade e à sua comercialização do que a CVC” disse Ecclestone que também deixa claro que é cedo demais para que a Liberty comece a fazer mudanças, ate porque a transição ainda vai demorar algum tempo: “Eles não controlam a empresa, eles têm apenas 10 por cento de momento. Eu ainda sou o CEO e a empresa é a mesma de sempre. Se a Liberty ganhar controlo, então podem fazer o que quiserem, mas de momento não são eles os donos, portanto não podem fazer o que querem” disse.
De resto, quando Bernie Ecclestone tem alguma mensagem para passar, telefona ao funcionário de serviço e pouco depois o site oficial da Fórmula 1 ‘entrevista’ o homem forte da disciplina e quando lhe perguntaram sobre a ‘voz’ das equipas e se isso pode mudar num futuro próximo, leia-se ser reduzida: “Isso nada tem a ver com o Pacto da concórdia mas com o Grupo Estratégico, mas aí há problemas porque quem fornece motores tem clientes e estes não querem ir contra quem lhes fornece os motores, portanto, não é muito democrático. O processo está um pouco distorcido!”
Mudando de assunto, Ecclestone falou também da Ferrari: “Espero que a Ferrari se recomponha e comece a vencer corridas rapidamente. Acho que o que o Maurizio (Arrivabene) precisa desesperadamente é suporte, como existe na Mercedes, por exemplo. Se eles tivessem o mesmo suporte que se vê na Mercedes, ganhariam corridas. Mas estou certo que vamos ver uma Ferrari diferente no próximo ano”
Depois falou de Lewis Hamilton: “O Lewis é um pouco especial, como pessoa e como piloto. Eles está a fazer um grande trabalho, precisávamos de meia dúzia de Lewis. Quanto ao Max, ele está a querer ‘lá’ chegar, quer vencer, e tem qualidade para isso. Está a dar luta que é o que ele era suposto fazer”










