Depois de ter dito que a sua ‘luta’ era com a Mercedes, e não com a Red Bull, indiferente à excelente forma da equipa de Milton Keynes, Maurizio Arrivabene admitiu que o Grande Prémio da Hungria, de 22 a 24 e julho, será decisivo para que a equipa perceba se terá alguma hipótese de baater a Mercedes esta temporada.
Dois fins-de-semana muito difíceis deixaram-na ainda mais afastada dos carros prateados, com Vettel em particular a cair para o 5º posto do campeonato de pilotos, 70 pontos atrás de Nico Rosberg, Kimi Raikkonen é terceiro, mas a 62, portanto o cenário está longe de ser animador, até porque nas classificação relativa aos construtores o drama é ainda maior: a Mercedes lidera com 335 pontos, ao passo que a Ferrari tem 204, e a Red Bull persegue-a perigosamente com 198 pontos.
Ainda assim, Arrivabene mantém a convição de que o título de campeão do mundo não está perdido… mas agora veio dizer que se os carros vermelhos não obtiverem um bom resultado no Hungaroring, então essa tarefa tornar-se-à virtualmente impossível.
Convém lembrar que no ano passado, Vettel e a Ferrari obtiveram uma excelente vitória, com o traçado e a temperatura a servirem o monolugar.
“Depois da Hungria já não podemos enganar-nos novamente. Depois dessa corrida iremos perceber quais são as nossas hipóteses e onde nos encontramos – e acredito que não podemos falhar”.
O dirigente acrescentou: “No início da temporada tivemos alguns problemas com certos componentes da unidade motriz e acabaram por ser de tal forma resolvidos que hoje o nosso ponto mais forte é o motor. Agora precisamos de trabalhar na fiabilidade e na aerodinâmica.” Outro dos problemas da equipa, referiu Arrivabene, está na caixa de velocidades.
Sergio Marchionne, presidente da Ferrari, e responsável pela renovação de Kimi Raikkonen, tendo dado o seu aval, já exigiu resultados, deixando no ar que, caso falhem – aquilo que Arrivabene diz que não pode acontecer – as ‘cabeças’ vão começar a rolar…










