Está preparado para 45m59s de vídeo? O que era para ter sido um troço épico, que poderia ter refeito a história do Rali do México acabou por ser uma especial quase sem história. A ideia era manter ‘vivo’ o interesse no Rali do México até ao derradeiro momento da competição, mas infelizmente para os adeptos, as expetativas acabaram por ser goradas uma vez que nada aconteceu que pudesse mudar a classificação.
Ao acompanhar os tempos parciais pela internet rapidamente se percebeu que nada tinha mudado. E que afinal Guanajuato era até “mais fácil”, na opinião dos pilotos, do que as duas passagens por El Chocolate que abriram a manhã e tarde de sexta-feira, o segundo dia de competição, ambas com 54,21 km e bem mais tecnicistas, e por isso, traiçoeiras. Só para se ter uma noção da dificuldade do troço, Mika Antilla, o co-piloto de Jari-Matti Latvala, tinha apenas menos 17 páginas (61, no total) de notas para enfrentar a especial ‘achocolatada’ em comparação com o bloco que levou para Guanajuato.
O resultado, contudo, não é inédito. Sucedeu o mesmo nos 64 km de Matadero, no Rali da Argentina de 2012 (aquele em que Hirvonen bateu Loeb por 1,2s). No final, a FIA satisfez-se com o facto de ter sido aplicado o tal fator de ‘endurance’ dos ralis do ‘antigamente’, e de nada ter de negativo, como um acidente grave, à conta do desgaste mental dos pilotos ou das mecânicas, ter tido lugar. Mas valeu a pena? Os grandes vencedores desta experiência são os engenheiros dos carros e os fabricantes dos pneus que estes utilizam. Nos dias de hoje, os carros de ralis bem testados e preparados não quebram, em um, dez ou cem quilómetros. Apenas os pilotos ou as equipas cometem erros. Neste caso, nem notícias de furos houve…
Veja o vídeo onboard de Sébastien Ogier e Julien Ingrassia. Não deixa de ser interessante para um adepto do WRC, mas são…45m59s…
Martin Holmes/ABR












