Renato Pita e Marco Macedo não lograram terminar o Rali de Sanremo, naquela que foi, na estrada, a sua primeira desistência no Campeonato da Europa de Ralis deste ano.
A dupla portuguesa resistiu em seis das 10 classificativas da prova italiana mas o motor do Peugeot 208 R2 acabou por ceder depois de evidenciar problemas desde a primeira especial do rali.
Esta é a terceira é vez que o motor do Peugeot 208 tem problemas, num problema recorrente que se manifestou logo no primeiro rali do ano, a Volta à Córsega, e impediu mesmo a participação no seguinte, o Rali de Ypres. Motor reparado, e no Rali Barum Zlin, novamente o mesmo problema e nova reparação. Na Croácia, foi possível terminar a prova, mas ficaram já indícios de que as coisas não estariam bem, o que se confirmou agora em Sanremo.
“Quando mudámos o óleo, na última assistência de ontem (sexta-feira), encontrámos-lhe já alguma limalha. Hoje, ainda tentámos terminar o rali mas o motor foi perdendo cada vez mais potência e acabou mesmo por ceder”, lamentou Renato Pita.
O português está naturalmente insatisfeito com a situação, que, para além dos naturais prejuízos desportivos, lhe tem pesado igualmente, de forma significativa, no orçamento. “A Peugeot Sport tem sido incansável em todo o apoio”, realça Renato. “Bruno Famin, o director da Peugeot Sport, esteve na nossa assistência e, juntamente com os técnicos da estrutura, estão a analisar todos os dados para tentarem resolver a situação”, acrescenta.
Quanto à prova, foi “o melhor possível”, conta ainda o único português a disputar o ERC 3013. “Mas foi condicionada desde início e tive ainda dificuldades físicas, devido às constantes oscilações de altitude e às intermináveis curvas”, conclui.
Quanto ao navegador, Marco Macedo lamenta também a falta de colaboração do motor do Peugeot 208 R2, mas reage com a atitude que lhe é peculiar: “Se analisarmos bem as coisas, ainda não disputámos um rali sem problemas. E se olharmos para o facto de estarmos a disputar as provas, muito extensas, todas pela primeira vez, apenas com duas passagens nos reconhecimentos, algo a que não estávamos habituados em eventos bem mais pequenos, são muitas coisas a concorrer para nos aumentarem as dificuldades. Mas nós gostamos de desafios. Por isso é que cá estamos”.
Agora a dupla deverá marcar presença na última prova do ERC, o Rali du Valais, que se disputa no Sudoeste da Suíça, perto do Lago Genebra, de 7 a 9 de Novembro.









