Para além da vitória de Rui Ramalho e o incêndio que destruiu o BRC de Joaquim Rino, a Rampa da Penha III ficou marcada por outro grave acidente, logo nos primeiros treinos livres da prova.
Paulo Silva perdeu o controlo do seu SEAT Leon numa das zonas mais rápidas do traçado e acabou por embater violentamente num rochedo, poucos metros depois da zona onde terminavam os rails e pouco antes de zona onde, na última edição da prova, também Tiago Reis, se despistou igualmente de forma violenta no Ford Fiesta. O piloto foi socorrido e levado para o hospital, onde está ainda em recuperação, com mazelas na coluna vertebral.
Em relação à zona do acidente semanas antes da rampa começar, a APPM (Associação de Pilotos Portugueses de Montanha) tinha sensibilizado a organização para a colocação de mais rails de proteção no traçado e nessa zona pois, como explica Joaquim Teixeira, presidente da APPM, “o local onde se deu o acidente era perigoso e já tinha havido naquela zona um grave acidente, felizmente sem consequências para o piloto, pedimos o reforço de rails, mas nada foi feito e ficou tudo igual”.
Segundo a Demoporto tal não corresponde totalmente à verdade uma vez que “quando nos foi solicitado, na semana anterior à prova, colocámos mais 32 metros de rails de proteção na rampa e que abrangeu a zona onde o Paulo Silva teve o acidente. Infelizmente, não foram os necessários uma vez que o seu acidente dá-se 2 ou 3 metros depois do final da zona de rails”.
De resto e ainda segundo o presidente da Demporto, “temos a noção que a rampa devia ter mais rails, mas este aumento que fizemos já foi um esforço adicional para a câmara. Não quer isto dizer, que não se vá pôr mais rails no futuro mas há que contar com as contigências económicas que, muitas vezes, não conseguimos ultrapassar”.
A segurança, na prova da Demoporto, voltou assim a estar em questão, numa altura em que o clube já abriu um inquérito para apurar as responsabilidades no caso do incêndio do carro de Joaquim Rino.
Foto: Zoom Motorsport









