Há um adágio popular que refere: «cá se fazem cá se pagam!» e foi mesmo isso que sucedeu com Jari-Matti Latvala. Que o finlandês era rápido, já ninguém tinha dúvidas, agora que pudesse liderar o rali durante as primeiras especiais poucos acreditavam ser possível. Acabou por provar do próprio “veneno” já que os pressupostos que lhe permitiram ver criadas as condições para liderar no primeiro dia de prova foram exactamente os mesmos que o levaram a voltar a registos modestos.
Posição na estrada é mesmo importante
Obviamente, o cronómetro não andou enganado e o jovem finlandês da Stobart bateu mesmo os “pesos-pesados” Sébastien Loeb e Marcus Gronholm, pelo menos, até a suspensão dianteira esquerda do Focus da Stobart se “desentender” com uma pedra escondida e precipitar o abandono do jovem piloto, a meio da quinta especial.
A explicação para tão surpreendente domínio, para além de um inequívoca rapidez, esteve na posição em que passava na estrada, – era o oitavo a partir – encontrando, por isso, o terreno já totalmente limpo de pedras: «Mal acreditava quando me disseram que estava na liderança. Apanhamos os troços em bom estado e isso deu-me muita confiança para andar, pela primeira vez, completamente a fundo», explicava Latvala no final da primeira secção da prova.
Já na segunda etapa, depois de regressar ao abrigo do sistema “Super Rally”, passou a ser o segundo piloto na estrada. De tal modo assim foi que passou a fazer tempos entre o terceiro e o oitavo lugares, nunca se aproximando verdadeiramente dos registos dos dois primeiros classificados. Em todo o caso, nem isso lhe retirou o “fair play”: «Como o carro continua muito bom, agora sei o que o Sébastien e o Marcus passaram na primeira etapa!», analisou, e bem, o piloto que em 2003 ganhou a Subaru Cup em Itália é o “protegido” do tetra-campeão do Mundo Tommi Makinen.







