Nascido e criado em “Monte Ruivo”, freguesia de Gomes Aires, o Sr. Manuel Gonçalves vive todos os anos desde 2005 um dia diferente dos outros 364. O dia de Rali de Portugal é necessariamente diferente, já que lhe altera por completo a rotina. Por exemplo, tem que alimentar o gado à mão ao invés de o deixar solto pela sua quinta. Nos outros dias, os animais andam pelos campos onde na sexta feita passada, Ogier, Sordo e companhia quebraram a rotina daquela pacata povoação.
Apesar do transtorno, Sr. Manuel não se importa “desde que não haja abusos. As estacas das redes da organização, são por vezes colocadas onde não devem”, e aí, já não acha piada nenhuma. Imagina que “o rali custe muito dinheiro, mas também traz muito dinheiro para a região. Só em mapas, deve ser uma fortuna. Toda a gente tem um mapa…”
Pouco antes da segunda passagem pelo troço de Ourique lhe passar à porta de casa, alimentou o gado. Depois encosta-se a uma parede onde, à sombra, assiste a mais uma passagem do Rali de Portugal. Naquele dia, o barulho dos motores “fala” mais alto e o som do ribeiro a correr não será a sua companhia…










