Esta opinião do britânico surge no seguimento das suspeitas de que algumas equipas conseguiram encontrar brechas no regulamento e evoluir os propulsores em 2008, levando a que obtivessem uma vantagem sobre os adversários, sob o argumento de resolução de problemas de fiabilidade.
Brawn, a exemplo do que sucede também com Flavio Briatore, o primeiro a levantar essa suspeita, acredita que estabelecer uma potência fixa para todas as equipas irá ajudar ao equilíbrio e ao espectáculo.
“Temos de ter um equilíbrio sensível, e é preciso ajustes a toda a hora. (…) São precisos ajustes porque isso ainda não foi plenamente atingido”, começou por referir o britânico, lembrando que a “homologação do motor teve um objectivo [equilibrar as performances] e aqueles que conseguiram tirar vantagem devem estar contentes e preparados para aceitar as mudanças”.
“As regras [referentes aos motores] mencionam ‘justo e equitativo’ e eu julgo que não é justo nem equitativo neste momento”, reforçou Brawn, explicando que essa uniformização das potências é muito importante tendo em conta o congelamento das evoluções dos motores, “a qual não é muito justa sem um sistema de paridade”.
Na opinião do responsável da Honda, “ao dizer que se vai impedir o desenvolvimento de um motor, originalmente por dez anos, pode haver quem ganhe vantagem [antes]. Assim, quem estiver na frente mantém uma vantagem por dez anos e quem estiver atrás mantém essa desvantagem por dez anos. Não parece justo”, asseverou.
Para além disso, considera, o corte no capítulo da aerodinâmica e dos testes irá tornar ainda mais difícil a recuperação daqueles em inferioridade.









