Vítor Calisto encerrou no Rali Casinos do Algarve a sua carreira nos ralis, depois de 32 longos anos de paixão. Figura incontornável dos ralis nacionais, quer pela longevidade, quer pela ironia que sempre colocou nas suas – já famosas – crónicas, onde nunca deixou de criticar o que achava que merecia ser criticado. Na estrada, sempre fez o melhor possível tendo em conta as condições que dispunha, e a regularidade sempre foi a sua grande arma. Pelo meio conseguiu alguns resultados de destaque, como por exemplo uma vitória no Troféu Citroen AX e um vice-título nessa mesma competição em 1993.
Muitos de nós, por vezes, não deixávamos de destacar o facto do simpático Dr. Calisto andar sempre lá atrás, na sua velocidade de cruzeiro, mas a verdade é que, tomara a muitos de nós lá andar no meio, a alimentar a nossa paixão pelos ralis. E não falamos de um ano ou dois para ‘desenjoar’, mas sim duma carreira de 32 anos. É obra.
Um dia foi dado à estampa um livro com as suas aventuras e desventuras, mas isso já foi há alguns anos. Agora, muitas mais histórias hão-de existir para serem contadas, pelo que todos os adeptos dos ralis «cá as esperam»
Para já, para Vítor Calisto agora é hora de descansar, se bem que os fins-de-semana de lazer até vão parecer estranhos. Quanto a nós adeptos, de certeza que vamos ter saudades de ver o Xsara nas estradas nacionais. Mesmo aqueles simpáticos GNR que um dia interpelaram o Vítor referindo: «Então temos aqui um ralizito???» vão ter saudades. Agora resta esperar que o Dr. Calisto fique ligado aos ralis, porque é necessário este tipo de paixão neste meio. Por tudo isto, e também pela amizade pessoal:
Obrigado Vítor!
José Luís Abreu












