“Antes de mais, foi uma honra ser a primeira equipa a enfrentar o Dakar com a nova moto BMW G 450 X. Este Dakar provou ser um verdadeiro desafio em todos os aspectos! Entre os muitos elementos que distinguiram este rali para mim, o facto da equipa Bianchi Prata/CIN ter corrido com a BMW G 450 X como moto oficial da equipa foi o que mais marcou esta prova. A moto é espectacular e tem um potencial imenso. Correr com uma nova moto após um mês e meio de tempo para fazer as adaptações necessárias foi um desafio”, começou por dizer o motard luso, que terminou num honroso 30º lugar o Dakar Argentina-Chile.
“Como piloto o meu objectivo era estar entre os da frente da classificação geral, mas como piloto a estrear a nova moto no Dakar, o objectivo foi de terminar o rali de forma a mostrar a todos o verdadeiro potencial desta nova proposta da BMW Motorrad”, acrescentou, passando depois a analisar as peripécias desta primeira edição sul-americana.
“O Dakar realizar-se na América do Sul foi sem dúvida outro elemento que marcou esta prova. Esta mudança criou algumas hesitações com todos os participantes, enfrentar o desconhecido é sempre complicado, tornando a existente expectativa ainda maior. O calor extremo que enfrentamos logo no início da prova foi severo e muitos pilotos sofreram as consequências com problemas de pneus e de motor, forçando o abandono da prova”, explicou
“Cada etapa era diferente e em geral este Dakar foi muito duro. Terminar o Dakar Argentina-Chile depois dos muitos quilómetros percorridos em pistas de areia, dunas enormes e troços mistos, é prova que a nova moto da BMW é fiável e resistente”, disse, elogiando a sua nova montada, que se mostrou uma escolha acertada para a equipa.
“Vi e vivi momentos indescritíveis nas especiais, com o público em geral e com os outros participantes. África é e será sempre África, mas este Dakar não ficou para trás em termos de desafios. É verdade que o que define esta prova é, sem dúvida, o desafio de enfrentar todos os tipos de pistas possíveis, superar o cansaço físico e mental e manter nos na corrida para terminar um rali de tantas etapas. Esta edição mostrou a todos que o que define o Dakar não é o sítio, é uma prova que independentemente de onde se realiza, se caracteriza pela prova em si”.












