Para o comum espetador que gosta de ralis, o facto de existirem muitos tipos de carros diferentes nos ralis nunca foi um problema, porque todos eles têm o seu estilo. Como é lógico, todos sabemos que se fosse possível uma lista de inscritos de 100 automóveis, todos WRC, num rali, isso seria mais interessante, mas sabendo que isso não é possível, para o espetador e para os pilotos acaba por ser interessante ver diversas lutas dentro da mesma prova. Isso acontece, por exemplo, nas 24 Horas de Le Mans, e em qualquer rali do Mundial. Em 2011, com as sub classes, vão ser 22 as categorias, e a questão que colocámos a Martin Holmes, o grande especialista de ralis mundiais, e enviado especial do AutoSport ao WRC, foi: Não será confuso de mais para quem está a ver?
“Um dos maiores problemas é a sobreposição da velha fórmula (Grupo A e N) e uma nova (Grupo R). Em 1982, antes do Grupo B entrar em plena atividade, a situação foi ainda mais complicada. Nesse ano, houve cinco agrupamentos (B, A, N, 2 e 4) e, claro, cada um tinha ainda as suas próprias classes. Houve diversas classes desertas. Estive a verificar os registos oficiais dos Rali de Portugal de 1982 e, nesse ano, entraram carros de 12 classes diferentes entre 91 participantes, tendo havido nove vencedores de classes diferentes entre os 23 pilotos que terminaram o rali. Em 2010, houve seis classes e quatro vencedores. Talvez seja confuso para os espetadores, mas as diversas classes são mais um incentivo para os pilotos dos diferentes tipos de carros e isso não pode ser considerado negativo.”









