Depois de ter fornecido ao WRC pilotos como Hannu Mikkola, (18 vitórias), Markku Alen (19 vit.), Ari Vatanen (10), Timo Salonen (11), Henri Toivonen (3), Juha Kankkunen (23), Tommi Makinen (24) e Marcus Gronholm (30), a nova geração de finlandeses, atualmente personificada por Mikko Hirvonen (13) e Jari-Matti Latvala (4) foi muito afetada por Sébastien Loeb, que depois de Gronholm não voltou a encontrar oposição “à séria”. No caso do finlandês mais novo, ainda vai a tempo de mudar a face dos acontecimentos, mas Hirvonen parece claramente ter perdido a motivação desde há dois anos para cá.
Posto isto, quem nos próximos tempos pode afirmar-se entre os nórdicos? Matti Rantanen, Juho Hanninen, Ott Tanak, PG Andersson e Andreas Mikkelsen e logo numa altura em que há tão poucos lugares de fábrica? Fomos perguntar a Martin Holmes.
“As oportunidades raramente são previsíveis. Um por um: Matti Rantanen reduziu muitas das suas hipóteses no acidente que teve no Rali da Finlândia com o MINI WRC. Juho Hanninen tem boas possibilidades, aliás, da Finlândia, só ele parece ter hipóteses de fazer ‘duo’ com Jari-Matti Latvala no WRC. O estónio Ott Tanak parece ter grande potencial, mas é ainda muito novo e tem portanto muito que aprender. De qualquer modo, tem amigos nos sítios certos (Markko Martin é o seu mentor). De Per Gunnar Andersson não tenho grandes certezas, pois tanto faz boas provas como se ‘espalha ao comprido’. Andreas Mikkelsen parece estar a ir na direção certa, mas começou muito cedo e ‘patinou’ várias vezes”, referiu.
Por tudo isto, não é evidente, para além de Jari-Matti Latvala quem poderá manter a Finlândia na alta roda. A era de Mikkola, Alen, Vatanen, Salonen, Toivonen, Kankkunen, Makinen e Gronholm já lá vai há muito, mas o facto de nos próximos anos passarmos a ter quatro equipas oficiais (Citroen, Ford, MINI e VW), pode permitir que despontem novos valores. Saber quem é que é mais complicado.









