“São situações que acontecem e que fazem parte das corridas. Como era o terceiro carro a sair para a estrada, fiquei imediatamente com a sensação de que os dois estariam a antecipar a sua partida, pelo que pedi logo ao Filipe (Serra) para confirmar a nossa hora exata de partida, de forma dissipar qualquer dúvida”, explica Nuno Matos, que na primeira passagem pela Super Especial cedeu apenas 2,5s para o mais rápido.
“Entrámos muito bem e mostrámos logo que estamos a andar ao nível dos mais rápidos. O percurso era muito rápido, quase a fazer lembrar uma classificativa do WRC, com um início muito largo e em bom piso, enquanto a parte final era um pouco mais estreia e técnica”, pormenoriza o piloto do Astra Proto.
Já na segunda passagem, e fruto da confusão que se gerou com o horário da partida dos concorrentes que saíam imediatamente à sua frente, Nuno Matos acabou por não conseguir aproveitar o melhor conhecimento do terreno para baixar o seu tempo, vindo mesmo a gastar mais 1 segundo do que na sua primeira passagem.
“Admito que entrei um pouco desconcentrado com toda aquela situação, apesar de até ter arriscado um pouco mais na fase final do troço. Seja como for, cumprimos na íntegra os nossos objetivos e fomos uma das três equipas mais rápidas no cômputo das duas passagens. Mais do que a liderança virtual, é esse facto que importa reter no final deste primeiro de prova”, sintetiza Nuno Matos.
Para amanhã, a Organização preparou um percurso de 320 km em linha nos concelhos de Alcoutim e Mértola, com dois pontos de assistência facultativa, sempre no mesmo local, respetivamente aos km 76 e 152.
Nuno Matos decidiu já que vai optar por fazer uma paragem logo na primeira assistência para trocar de pneus. “É evidente que vamos ser um pouco penalizados com esta paragem, mas face às características desta prova, com pisos tradicionalmente muito duros, prefiro jogar pelo seguro e estar nas melhores condições para poder atacar mais forte na segunda metade do percurso”, conclui o piloto












