Já se viu Sébastien Loeb sair violentamente de estrada noutros ralis, mas isso suceder a três dos quatro carros oficiais (ou cinco de seis, se incluirmos a WRC Team MINI Portugal), ainda menos usual é. Latvala bem tentou recuperar, depois de regressar em Rally 2, e Petter Solberg subiu na classificação, terminando em terceiro. Foi sorte? É verdade que o facto de terem sido anuladas três especiais na sexta feira permitiu-lhe ver a sua penalização drasticamente reduzida, mas a verdade é que só Loeb terminou numa posição mais elevada um rali, depois de ter desistido no primeiro dia, no Rali de Monte Carlo 2006, quando foi segundo atrás de Marcus Gronholm. Mas mesmo assim, o francês só perdeu uma especial enquanto Petter Solberg perdeu duas.
Notável MINI
Provavelmente, a mais extraordinária história deste Rali de Portugal foi escrita por Dani Sordo e pela MINI. Um ano depois do começo da carreira do Mini John Cooper Works WRC vimos Dani Sordo somar seis vitórias em especiais, as mesmas que Petter Solberg. Nas três especiais do segundo dia, beneficiando da sua posição na estrada é certo, deixou a concorrência a 57.2s, 48.2s ou 21.8s, diferenças muito pouco vistas, hoje em dia, num troço do WRC. Domínios destes só em ocasiões muito especiais, ou então os dominantes Audi Quattro do início dos anos 80. Terá sido simplesmente a posição na estrada, ou um pouco de duas coisas, talento e melhores condições na estrada?
De acordo com Sordo o MINI JCW WRC está longe da perfeição: “O novo MINI 01B está bom mas precisa de mais tração. Nas especiais mais lentas, perdemos demasiado tempo, pois as rodas patinam muito. Perdemos também quando utilizamos pneus duros, mas na verdade estou contente com o carro”, referiu.









