O plano proposto pela FIA envolve um novo e imediato comprometimento para pagar 100 000 euros suplementares para a cronometragem do evento, acompanhamento (tracking) e custos televisivos, além dos 140 000 euros necessários para estar no calendário do Mundial de Ralis.
Com o anterior promotor do WRC, a North One Sport, os organizadores não tinham de pagar pela cronometragem ou tracking e eram, na verdade, pagos em 25 000 euros como parte do acordo de cedência de direitos televisivos, pelo que a taxa adicional (pedida pela FIA) representa um quarto de milhão de euros (quase 250 mil euros).
Estas exigências financeiras não poderiam ter surgido em pior momento para os organizadores, levando a receios de que muitos dos organizadores, em especial dos mais populares e estabelecidos eventos do WRC, não consigam pagar para permanecer no campeonato. A seleção de eventos para o campeonato será feita assim, efetivamente, feita por aquisição de um lugar na competição, processo originalmente proposto quando a ICS detinha a promoção da modalidade e que foi fortemente combatida pela FIA naquele momento.
O organizador de um dos eventos bem estabelecidos do WRC afirmou que estas exigências são uma loucura: “Obviamente que são tempos difíceis para a FIA, depois de ter perdido o apoio do Abu Dhabi e agora da Nokia. Temos estado na cena do WRC há cerca de 40 anos e nunca conhecemos tempos como estes. Se o campeonato continuar na sua forma atual, não faz sentido. Cada organizador está a perder dinheiro nos eventos de WRC atualmente. Quem é que pode estar à espera de pagar esta verba suplementar – e especialmente quem é que consegue comprometer-se [com o acordo] em menos de duas semanas?”, referiu.
A FIA pretende que uma lista provisória de eventos para o calendário de 2013, ainda que sem datas, seja publicada no Conselho Mundial da FIA a 15 de junho. Espera-se que diversos eventos tenham uma vaga nessa proposta desde que os novos eventos na África do Sul e Brasil sejam considerados aptos para essa inclusão.
Martin Holmes










