Desde 2005 que o francês e o espanhol repartem as vitórias entre si, e nem a mudança de continente alterou as coisas. Por isso, e por muito que os adeptos portugueses não queiram ouvir falar disso, a verdade é que o favoritismo está claramente do lado dos dois homens da KTM.
Despres, francês de 37 anos, venceu em 2005, 2007 e 2010; Coma, espanhol de 35, venceu em 2006, 2009 e 2011… com algumas polémicas entre os dois pelo meio. Assim se faz a maior rivalidade no pelotão das motos do Dakar, até porque ambos competem sob o teto da KTM, a equipa mais bem-sucedida da prova e que vence ininterruptamente há dez edições consecutivas.
Os ‘outsiders’
Quem poderá aproveitar uma prova menos conseguida de Marc Coma e Cyril Després? Desde logo o português Hélder Rodrigues e a Yamaha, marca que terá em David Casteau (2º em 2007) o ponta-de-lança da sua divisão francesa. Francisco ‘Chaleco’ López também volta à carga com a sua Aprilia, depois de na última edição ter sido o melhor ‘não-Coma ou Despres’ até ao último dia, quando sofreu problemas mecânicos que ‘entregaram’ o pódio a Hélder Rodrigues.
O chileno sofreu uma queda grave no último Rali da Tunísia, em Maio, mas estará recuperado e pronto para aproveitar o seu maior conhecimento do terreno. A equipa oficial da Husqvarna (ex-BMW) também surge em força para este Dakar, com o português Paulo Gonçalves (vencedor de uma etapa em 2011) à cabeça, mas o contingente não-oficial da KTM também é forte e numeroso: o veterano norueguês Pal-Anders Ullevalseter (2º em 2010), o jovem polaco Jakub Przygonski (vice-campeão do Mundo, atrás de Hélder Rodrigues) ou o espanhol Jordi Viladoms (numa nova equipa italiana gerida por Jordi Arcarons) são fortes candidatos ao top 10. O mesmo pode ser aplicado ao holandês Franz Verhoeven (três vitórias em etapas no currículo), que desta vez alinha numa Sherco, além do jovem norte-americano Quinn Cody, melhor rookie de 2011, numa Honda.










