“Se é verdade que para o espetáculo nunca poderá ser positivo o abandono do Nasser Al-Attiyah, claramente um dos pilotos mais empolgantes do mundo, talvez não seja menos acertado dizer que a competitividade da prova até poderá ter sido beneficiada com isto. Como? A partir daqui teremos certamente ‘mais’ Robby Gordon… e Peterhansel sabe que o norte-americano é uma ameaça. A especial de hoje, ganha pelo piloto da Hummer, poderá ser já um sinal do que ainda está para vir. Gordon aproxima-se perigosamente da liderança do francês da X-Raid mas a duração das etapas vai começando aos poucos a diminuir. Continuo a acreditar que será Peterhansel a ter mais razões para sorrir no final, mas…
Em relação aos portugueses, Leal dos Santos (5º) obteve a sua melhor classificação numa etapa deste Dakar e continua a trepar na geral. Tal como Carlos Sousa, que foi um dos que mais teve a ganhar com a desistência de Nasser.
Paulo Gonçalves esteve novamente em grande, e talvez tenha aprendido uma lição ontem, assim como o Hélder Rodrigues, que voltou a consolidar o seu lugar no pódio. Ruben Faria não esteve tão bem quanto ontem, mas já é 12º da geral. O que o aproxima ainda mais do objectivo por mim definido.
As dificuldades vão aumentando à medida que os dias e o cansaço se acumula, mas já faltou mais e é nestes momento que se distinguem os melhores.”
por Filipe Campos












