A saída anunciada da Porsche da competição LMP1 no Campeonato do Mundo de Endurance deixa os responsáveis pelo mesmo numa situação complicada. E para o responsável da equipa Rebellion, que já esteve na categoria máxima dos protótipos, será muito difícil encontrar uma solução. Bart Hayden considera que será complicado estabelecer uma equivalência para protótipos não híbridos, como eram os carros da equipa suíça quando competiam em LMP1 entre 2014 e 2016.
Para Hayden será difícil perceber como irá equiparar um Toyota TS050 com um protótipo da anterior geração: “Se acham que um Toyota híbrido pode continuar e os privados podem entrar para alcançar isso, penso que estão a ser mais do que otimistas. A única forma para conseguir ter uma performance semelhante é fazer baixar os híbridos um pouco. O que com a Toyota tenho a certeza de que não vai acontecer. Quando conseguirem uma equivalência o híbrido vai levar a melhor”.
O diretor da Rebellion diz que para além da a eficiência jogar a favor dos híbridos, essa é apenas uma das questões que se vai colocar ao campeonato, pois a Toyota ainda não anunciou o que vai fazer, independentemente do que os responsáveis pelo FIA WEC decidirem: “Quem sabe o que a Toyota fará. Fala-se que não será autorizados a menos que façam toda a época. Se o fizerem o que os impede de irem embora após 2018? Não podem obriga-los”.
A temporada de oito provas de uma Super Temporada, que arranca em Spa e maio e termina nas 24 Horas de Le Mans de 2019 pode ver a Rebellion a readaptar o seu programa. Bart Hayden diz que pode obrigar as equipas a participarem em mais outra competição de modo a preencherem uma época com poucas provas: “Na realidade o calendário de 2018 só tem quatro corridas. Se tivermos um LMP2 talvez pensemos em ir para o ELMS ou para as corridas americanas (IMSA). Mas olharmos para um LMP2 não há mais nada que possamos fazer. Como organizar uma equipa para apenas quatro corridas? É difícil. Há tantos desafios, bem como oportunidades. Talvez haja projetos interessantes a sair disto, onde quer que se olhe, mas a distância é demasiado grande entre Le Mans e Fuji que talvez tenhamos que fazer outra prova qualquer, talvez com um LMP2”.









