Roman Rusinov reagiu pela primeira vez às condições impostas pela FIA e ao “código de conduta” anunciado pelo organismo para os pilotos e equipas russos e bielorrussos que queiram competir nas provas internacionais têm de cumprir. O código de conduta, que terá de ser assinado pelos pilotos, declara, entre outros pontos, que os pilotos russos e bielorrussos perderão o direito a competir se manifestarem o apoio à invasão militar russa na Ucrânia e proíbe o uso de imagens relacionadas com as bandeiras e cores nacionais dos dois países.
O piloto que lidera a G-Drive Racing no Campeonato do Mundo de Resistência (WEC) da FIA e no European Le Mans Series (ELMS), escreveu no Instagram que, “recusei-me a aceitar as condições discriminatórias da FIA”.
Embora a FIA tenha decidido estas medidas em Conselho Mundial, o Automobile Club de l’Ouest (ACO) ainda não revelou se o patrocínio e a G-Drive, ambos de origem russa, seriam proibidos nas competições por si organizadas. Ainda assim, Rusinov explica que “o objetivo de cada atleta é ouvir o hino do seu país no pódio. Em 10 anos de experiência internacional, a nossa equipa já o fez muitas vezes. Levantamos a bandeira russa, ouvimos e cantamos o hino nacional russo. Para bem dos meus fãs, para bem dos meus companheiros de equipa e da minha honra desportiva, não vou assinar este documento. É melhor não pilotar de todo”.
A G-Drive pode ser uma equipa com base e licença desportiva russa, mas “sempre foi internacional: pilotos, mecânicos e engenheiros vêm de todas as partes do mundo. E se pedíssemos a todos que abdicassem da sua bandeira, experiência e nomes, nunca haveria uma fraternidade desportiva e vitórias tão reais. É uma pena que estes tipos fiquem sem competir”, escreveu ainda o piloto e dono da G-Drive, que acrescenta que “já estamos agora a analisar diferentes projetos para desenvolver o desporto automóvel no nosso país”.
Sem concordar com as condições impostas pela FIA para competir a nível internacional, Rusinov espera “sinceramente que possamos regressar às corridas internacionais, quando o espírito desportivo e a igualdade de condições para todos os concorrentes sejam impostas”.
A estrutura da Algarve Pro Racing é parceira da G-Drive no WEC e ELMS e oficialmente, nenhuma das estruturas anunciou o futuro dos seus programas nas competições, mas pelas palavras de Roman Rusinov, não deve passar por competir nestas provas.










