WEC: Rebelião no Mundial de Endurance, vitória lusa na LMP2

Por a 10 Novembro 2019 10:03

Desde o início do fim de semana que se desconfiava que algo de muito estranho estava para acontecer e a verdade é que depois da Rebellion ter conseguido a primeira pole-position não híbrida no WEC, venceu igualmente a corrida e só não é a sua primeira vitória no WEC devido a uma desclassificação dos Toyota o ano passado.

Compreende-se que passamos por um período de transição no WEC, mas estas regras que ‘tentam’ equilibrar andamentos não têm resultado nada bem, pois a vantagem continua, ora claramente para um lado, e agora como se viu em Xangai, claramente para outro, no caso a Rebellion. No mínimo é muito estranho que, de repente, os Toyota só andem meio segundo na frente do melhor dos LMP2 e quase dois segundos e meio atrás do Rebellion, mas quem faz as regras deve estar feliz com o seu trabalho…

Quanto aos portugueses, depois de partirem de terceiro (Albuquerque) e quinto (Félix da Costa), as 4 horas de Xangai sorriram aos homens da JOTA que venceram a corrida com a United Autosports a terminar no pódio da categoria.

Desta forma, Senna, Menezes e Nato alcançaram a primeira vitória à geral na pista para a Rebellion (já tinham ganho o ano passado na secretaria), naquela que é a sua primeira vitória no Mundial de Endurance deste ano e a primeira ‘em pista’. Bruno Senna levou o Rebellion R13 Gibson #1 à vitória, 1m06.984s na frente do Toyota TS050 Hybrid #8 de Kazuki Nakajima, depois de uma corrida dominadora.

Após ter arrancado da pole, um ‘jump start’ de três dos cinco LMP1 levou Norman Nato a cair para sexto, mas à passagem da segunda hora, já com Gustavo Menezes ao volante, o Rebellion assumiu a liderança, depois de passar o Toyota #8 de Sebastien Buemi.
Mais tarde, o piloto norte-americano solidificou a sua vantagem, colocando-a em mais de 20 segundos sobre o mesmo Toyota, com Bruno Senna a pilotar na última 1h45m, levando o carro à vitória. Esta é a segunda vitória da Rebellion no WEC, depois da dupla desclassificação dos Toyota em Silverstone em 2018, e a primeira derrota dos japoneses em pista em mais de dois anos.
Curiosamente, Bruno Senna tornou-se no primeiro piloto a vencer em todas as quatro classes do WEC.

Buemi, Nakajima e Brendon Hartley foram segundos classificados, aproveitando uma uma penalização do outro carro da equipa o #7 de Kamui Kobayashi, Mike Conway e Jose Maria López. Os dois Ginetta G60-LT-P1 AERs do Team LNT lideraram na primeira fase da corrida até serem penalizados por falsa partida. Mais tarde, ambos perderam ainda mais terreno durante as suas paragens nas boxes, com o Ginetta G60-LT-P1-AER #5 de J. King/B. Hanley e E. Orudzhev a terminara na frente do #6 de C. Robertson, M.Simpson e G. Smith.

Félix da Costa vence nos LMP2
Boas notícias vinda da armada lusa, com Anthony Davidson, António Félix da Costa e Roberto Gonzalez a oferecerem à JOTA a sua primeira vitória da temporada na LMP2, e logo com uma ‘dobradinha’ da equipa britânica. Da Costa terminou 17 segundos na frente do JOTA #38, o Oreca 07 Gibson de Gabriel Aubry, Ho-Pin Tung e Will Stevens. Stevens liderou as primeiras voltas da corrida até ser ultrapassado por Davidson no final da primeira hora, tudo se mantendo assim até ao final da corrida.
O Oreca 07 Gibson #22 da United Autosports de Filipe Albuquerque, Paul Di Resta e Phil Hanson completou o pódio, recuperando posições depois de uma paragem nas boxes não programada devido a uma repentina perda de potência devido a detritos acumulados no motor.

Na LMGTE Pro, triunfo para o Ferrari 488 GTE Evo #51 da AF Corse de J. Calado e A. Pier Guidi, batendo o Porsche 911 RSR #92 da Porsche GT Team de M. Christensen e K. Estre por 6.757s.

Na LM GTE Am, triunfo para o Aston Martin Vantage AMR #90 da TF Sport de S. Yoluc/C. Eastwood/J. Adam, que terminou 16.251s na frente do Porsche 911 RSR #57 do Team Project de B. Keating/L. Ten voorde/J. Bleekemolen.

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Tanto lastraram e castraram os Toyotas, que permitiram a vitória da Rebellion.

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O BOP, em qualquer disciplina motorizada, está para o desporto, como os regimes ditatoriais estão para a sociedade civil. Façam BOP’s nas playstation’s e deixem a competência respirar.

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