É absolutamente incrível que neste país se consiga tanto com tão pouco. Num curto espaço de tempo, António Félix da Costa tornou-se campeão da Fórmula E, que já é dos mais importantes campeonatos FIA, Miguel Oliveira assegurou o seu primeiro triunfo na classe Rainha do Mundial de Velocidade Motos, o MotoGP e agora Filipe Albuquerque venceu a segunda classe mais importante das 24 Horas de le Mans com Félix da Costa a acompanhá-lo no lugar intermédio do pódio. A Fórmula 1 regressa a Portugal em Outubro, o MotoGP em Novembro, e a pouco e pouco a imprensa generalista vai voltando a olhar para os desportos motorizados com outros olhos. Só me entristece um pouco é que para lá desta excelente fornada de pilotos, onde se inclui também Álvaro Parente, um pouco mais velho, seja difícil ver alguém a despontar. Nesse particular, quem está para já melhor posicionado e lançado é Henrique Chaves, que já podia estar, como já esteve, na ELMS, a crescer, mas não teve oportunidade de ir mais longe. Há outros nomes, que estão a ‘marcar passo’ em Portugal, Rafael Lobato, Kiko Mora, César Machado, Francisco Abreu, Armando Parente, e a história é sempre a mesma, não têm apoios para ir mais longe. E se neste momento estamos a viver estas alegrias com o Filipe Albuquerque, António Félix da Costa e Miguel Oliveira foi porque foram apoiados. Nos ralis está a ser difícil jovens despontarem, e na velocidade, estagnaram. Quanto a Le Mans, podemos estar descansados para mais, pelo menos, uma década, nas motos, vai haver mais e muito melhor, mas eu já estou a olhar para lá disso, e não vejo o que gostava…












