24 Horas de Le Mans, Hugues de Chaunac: LMP1 híbridos “demasiado complicados”
Na ‘ressaca’ de mais uma derrota da Toyota nas 24 Horas de Le Mans, o responsável da Oreca considerou que os LMP1 híbridos são “demasiado complicados”. Apenas dois dos protótipos da categoria principal concluíram a 85ª edição da prova, com a marca japonesa a ver todos os seus três carros afetados por problemas. Um contraste com os LMP2 construídos por Hugues de Chaunac que quase venciam Le Mans, com dois dos Oreca 07 Gibson a conseguirem terminar no pódio absoluto da prova.
Foi a prova com pior recorde de fiabilidade dos LMP1 híbridos em Le Mans desde que começaram a correr em 2014, com a Porsche e a Toyota a enfrentarem falhas nos seus motores híbridos e dois dos carros da marca japonesa a serem obrigados a meio da corrida. De Chaunac, consultor da equipa, admitiu que a tecnologia não foi feita para uma prova tão intensa de 24 horas. “Penso que provavelmente a este nível se trata de carros demasiado complicados. É importante reduzirmos um pouco toda esta tecnologia e mudá-la para algo menos complicado”, considerou o francês
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Não me chateies
19 Junho, 2017 at 9:54
Ainda alguém com juízo pensa em comprar um automóvel híbrido da Toyota ou da Honda? Só se for louco.
V8_scars
19 Junho, 2017 at 12:30
A tecnologia utilizada nos carros do dia a dia não tem comparação com a solução desportiva mais proxima da que utiliza a Porsche no seu 918 ou a Ferrari no seu LaFerrari. Mas compreendo o ponto de vista.
Roger M
19 Junho, 2017 at 13:53
Lol…mas que comparação…aliás o Toyota Prius é considerado dos automóveis mais fiáveis do Mundo. Não te esqueças que a Porsche também teve problemas mecânicos com os dois carros. Continuo a achar que os LMP1 e os F1, em termos de regulamento, deviam apostar na simplificação da mecânica e dos custos associados. Vejam que os LMP2, tiveram muitas equipas participantes, e tiveram uma corrida renhida.
Não me chateies
19 Junho, 2017 at 15:29
A lmp2 só tem um defeito, o regulamento de pilotos, deviam ser livres de correr com 3 platina. Os amadores corriam se quisessem, mas sem classificação própria, o mesmo nos gt. Ninguém impede um amador de correr uma maratona, só não é provável que venha a ganhar, ou que haja uma classificação especial só para amadores, pois, como se controla quem é amador, ou falso amador.
miguelgaspar
19 Junho, 2017 at 18:57
Ainda alguem com juizo pensa em comprar um carro baseado nos resultados desportivos de uma marca?
Iceman07
19 Junho, 2017 at 23:01
Se fosse assim a Honda ia a falência, vendo o que passa na F1.
Iceman07
19 Junho, 2017 at 23:00
Nem Toyota, nem Honda, nem BMW nem marca nenhuma! Preferia um VW Carocha dos mais antigos que carros de ligar à ficha!
Roger M
19 Junho, 2017 at 13:50
Continuo a achar que o caminho dos LMP1, devia ser o mesmo dos LMP2, ou seja, a simplificação da mecânica e dos custos associados. A grelha certamente estaria mais compostas com várias equipas e até se possível, alguns “garagistas”. E em termos de fiabilidade, haveriam menos abandonos por falhas mecânicas e mais disputas até ao final. A F1 que também meta os olhos nos LMP2 de este ano.
Zé do Pipo
19 Junho, 2017 at 14:19
Não creio que os LMP1 sejam “demasiado complicados” mas sim “muito complexos”. O principal problema creio ser o ACO que quer impor/ditar a rapidez do desenvolvimento da tecnologia híbrida ao impor novas metas quase todos os anos… assim força-se o desenvolvimento à custa de imenso dinheiro, mas também de falta de fiabilidade, pois aqui anda-se sempre no limite da mecânica. Mais vale estabelecer-se limites/metas exequíveis e deixar consolidar-se toda uma tecnologia antes de estabelecer-se nova meta, e o ACO não tem seguido essa política.
MAXLD
19 Junho, 2017 at 16:02
O que é interessante é pensar no que se estaria a dizer caso a Audi tivesse continuado a competir e quiçá arrecadado com tranquilidade esta edição de Le Mans com mais uma proposta talvez conservadora e em jeito de tartaruga em vez de lebre. Fazendo lembrar um pouco os tempos da Peugeot, com a Toyota e Porsche a assumirem esse papel, mas sem haver Audi para colher os frutos… de uma corrida de endurance de 24h e não um sprint de 8, 6 ou 2 horas.
As tecnologias de estrada e de competição são, e serão, complexas (cada vez mais), portanto se as marcas se auto-glorificam quando ganham as 24h de Le Mans, salientando a sua tecnologia de ponta implementada, transpondo o marketing da vitória para as vendas de estrada, então também têm que saber gerir as suas derrotas, falhanços e danos de imagem.
A meu ver, quando se olha para um LMP1, admira-se a sua tecnologia de ponta e uma visão do que o mercado poderá ter para nos oferecer. É um puxar da tecnologia aos seus limites, e para além deles. E não há teste/simulador que se compare a 24h de competição pura e dura. As marcas exigem e mostram interesse apenas quando as regras beneficiam as actuais tendências tecnológicas, portanto não há como voltar atrás. Se querem ter a fama e o proveito, então têm que provar que têm a mínima fiabilidade para acabar e vencer a prova. Se não se verifica isso, então é como eles dizem: “back to the drawing board”, que para o ano há mais. Tal como no mercado, “it doesn’t get any easier”.
Roger M
19 Junho, 2017 at 17:06
A Toyota e a Porsche estavam a competir a um ritmo quase alucinante, não admirando que a mecânica padecesse depois. Continuo a achar que a Toyota com o terceiro carro, deveriam ter apostado num ritmo muito mais lento, quase a ritmo de um LMP2, com muita cautela nas dobragens, pois penso que tinham segurado a vitória confortavelmente.