Tiago Monteiro chegou ao Nordschleife 36 pontos na frente de Nicky Catsburg e sai de lá dois atrás! Foi o que resultou do sucedido na primeira corrida do programa, quando um furo vindo do nada levou a que o piloto batesse num rail, e com os danos daí resultantes só conseguiu partir no final da grelha do WTCC e ETCC, que correram juntos no Nordschleife: “Estou muito furioso com a Yokohama, todos os anos temos problemas e isso não é aceitável a este nível de campeonato” Depois da qualificação ter ditado o quarto lugar para a corrida principal, o piloto português tinha esperanças de conseguir pelo menos um pódio: “Mas mais uma vez, tal e qual, como acontece há três anos consecutivos, o desempenho dos pneus têm ditado os resultados finais. Ao contrário do ano passado, a saída de pista não teve consequências físicas, já que foi numa zona mais lenta do circuito, caso contrário poderia ter sido pior. A Yokohama tem de uma vez por todas resolver o problema das borrachas para este circuito. Não podemos continuar a correr estes riscos numa pista que todos conhecemos as características e as exigências. Fomos mais conservadores com os pneus do que as recomendações e nem assim ficámos incólumes. Estou muito aborrecido com a situação”.
Sobretudo porque os estragos no carro não permitiram que Tiago saísse para a corrida principal da quarta posição da grelha. Foi obrigado a sair da linha das boxes na cauda do pelotão, inclusive atrás daqueles que disputam o ETCC e que também estavam na grelha: “E por mais que quisesse era impossível chegar aos lugares pontuáveis. Não ter somado qualquer ponto nestas duas corridas pode ser decisivo em termos de Campeonato e isso deixa-me furioso. Sei que ainda faltam muitas corridas e tudo pode mudar, mas a realidade é que esta jornada foi um passo atrás e isso não me deixa satisfeito”, concluiu Tiago frustrado mas ciente que na próxima jornada em Vila Real tudo poderá ser diferente.
Dentro de quatro semanas Portugal recebe o WTCC e no seu país, perante o seu público, Tiago acredita que dará a volta ao infortúnio do ‘Inferno Verde’ alemão.









