Open de Velocidade: Bom arranque de competição, mas… venham mais!

Por a 14 Abril 2019 19:55

Terminou com ‘vitória’ surpresa a prova que marcou o arranque do Open de Velocidade. Depois de duas corridas de qualificação naturalmente dominadas por Nuno Batista (Porsche 997 GT3 Cup), um penalização na corrida decisiva relegou-o para a segunda posição e abriu o caminho a Francisco Mora (Cupra TCR), que apesar de fortemente pressionado nas últimas voltas não vacilou e ‘venceu’ a primeira prova do novo Open de Velocidade.

Mas sermos mais precisos, o que Francisco Mora venceu foi a classe TCR, pois tal como já referimos anteriormente, este novo Open de Velocidade não tem classificação à geral, mas sim somente de classes. Mas como é lógico, tratando-se duma corrida que engloba várias classes, ainda assim todos querem ser o primeiro a ver a bandeira de xadrez…

O Open de Velocidade arrancou hoje no Estoril, e apesar de termos assistido a uma contenda com treze carros em pista a verdade é que houve oito vencedores, tantos quantas as categorias em compita.

Apesar de ser tendência de todos os que seguem corridas, e também quem as relata, nós incluídos, dar destaque a quem corta a meta primeiro que os outros todos, porque essa é a tendência natural, a verdade é que este Open de Velocidade foi pensado para não ter classificação à geral, mas somente vencedor por categoria.

A ideia e o que se pretende é que possam aparecer os muitos carros que por aí estão parados, e que possam aumentar muito as grelhas, e com isso fazerem-se várias corridas dentro da mesma corrida.

De resto, esta primeira corrida do Open de Velocidade foi apenas de qualificação, o mesmo sucedendo com a corrida dois de amanhã, sendo que a corrida principal é a última, que tem 40 minutos, e essa é que conta.

Mas vamos recordar como são agora as coisas no Campeonato Open de Velocidade de Portugal 2019.
Para já, divide-se em Campeonato Open de Portugal Turismos, que tem as seguintes categorias: TCR, TCR DSG, T1, T2, T3, T4 e T5.
O Campeonato Open de Portugal GT tem como categorias a G1, G2 e G3.
O Campeonato Open de Portugal Super Seven tem como categorias, os SS1 e SS2.
Todos os carros que correram este fim de semana se inserem numa destas categorias, e a ideia é que todos os que tenham carros os levem para o Open e corram nas suas respetivas categorias.
Este fim de semana teve várias só com um carro, mas como se pode calcular, deseja-se que exista competição no sei de cada categoria, como já existiu este fim de semana no TCR, e na T5.
Esta opção pelo Open de Velocidade, deve-se a poder abranger o maior número de máquinas possível, permitindo a alguns carros que se encontram parados
voltar às pistas. Os três títulos em disputa são relativos aos Turismos, GT e Super Seven, não existindo um título absoluto.

Voltando à corrida de hoje, Francisco Mora aproveitou bem o facto de Nuno Batista ter sido penalizado devido a uma alegada irregularidade na sua paragem obrigatória nas boxes. Mora estava até de Batista antes das paragens e quando saiu, Batista estava a trás de si e já não faltava muito para o final.

Como tinha até ali gerido o seu andamento, já que não fazia sentido tentar atacar o Porsche que rodava à sua frente, enquanto o outro Porsche, o de Miguel Lobo e Patrick Cunha sofria com problemas de travões, eis que Mora aumentou o ritmo para – já agora – chegar à frente de todos no final da corrida. não ganhou mais em termos práticos do que ganharia se tivesse terminado em segundo – a sua classe estava garantida – mas é sempre melhor chegar na frente, e assim foi.

Como já referimos, Nuno Batista foi penalizado com um drive-trough, em que perdeu a ‘liderança’ para Mora. Ainda o tentou atacar, mas precisava, pelo menos de mais uma volta, já que terminou a 2.199s do piloto do Cupra TCR.
A dupla Miguel Lobo/Patrick Cunha teve um fim de semana com vários problemas no Porsche Cayman GT4 da classe G3. Problemas com a caixa de velocidade no dia de ontem, hoje, de travões, ‘roubaram’ andamento ao carro alemão, com os seus pilotos a terem de se contentar com o terceiro lugar (virtual) ainda que nada disso tive condicionado o seu triunfo na classe G3, que venceram.

Também a correr sozinha, Gabriela Correia levou o seu SEAT Leon Supercopa MK3 ao quarto posto e ao triunfo na Classe T1.
Joaquim Santos e Daniel Teixeira (SEAT Leon Supercopa MK3) foram quintos classificados e segundos na classe TCR.

Paulo Martins VW Golf GTI (R35) venceu o T2, André Tavares (Honda Civic Typ R) triunfou na classe T4 e José Fafiães (Mazda MX5) venceu a classe T5.
Caiu, assim, o pano sob a primeira jornada da Velocidade Nacional. Novo encontro fica marcado para o próximo dia 18 e 19 de maio, no Circuito de Braga.

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