Takuma Sato consegue primeira vitória japonesa nas Indy 500

Por a 28 Maio 2017 21:00

Takuma Sato ‘escreveu’ mais uma página na história das Indy 500, ao vencer a 101ª edição da grande corrida norte-americana, após um duelo final com Hélio Castroneves.

O brasileiro da Penske – que já venceu a prova três vezes – chegou a liderar a prova pouco depois desta ser reiniciada após o último período de bandeiras amarelas (12 voltas para o final, mas o japonês da Andretti Autosport tinha outras ideias, voltou ao ataque, deixou o Dallara # 3 para trás. Depois, quando Castroneves procurou reagir, a duas voltas, Sato soube segurar o piloto de São Paulo atrás de si, para dar ao Japão a sua primeira vitória na prova ‘rainha’ da IndyCar.

No reatamento quem liderava era Max Chilton, mas o ex-piloto de Fórmula 1 acabaria por ser ultrapassado por Sato e Castroneves, primeiro, e depois por Ed Jones, vindo a cortar a meta no quarto posto, enquanto Tony Kanaan fechou o top cinco, onde o brasileiro da Penske foi o único representante da Chevrolet.

A corrida foi marcada por inúmeros acidentes, o mais aparatoso dos quais foi o que fez Scott Dixon ‘vooar’ depois de colidir com o monolugar desgovernado de Jay Howard à saída da curva 2. Um acidente ao qual escapou por uma ‘unha negra’ Castroneves, ao passar por baixo do carro de Dixon quando este estava em pleno voo. Nem o neozelandês nem Howard sofreram qualquer ferimento. O outro grande acidente teve como protagonistas James Davidson e Oriol Servia, quando o primeiro colidiu com o carro do espanhol fazendo rodopiar de encontro ao muro. Mais uma vez nenhum dos pilotos sofreu ferimentos.

O outro momento da corrida foi o abandono de Fernando Alonso a pouco mais de 20 voltas de final, quando o motor do Dallara # 29 ‘entregou a alma ao criador’, tal como tinha acontecido com Ryan Hunter-Reay algumas voltas antes. No total três propulsores não resistiram à corrida, sendo o primeiro do de Charlie Kimball.

Classificação

1º Takuma Sato (Honda) 200 voltas

2º Hélio Castroneves (Chevrolet) a 0,201s

3º Ed Jones (Honda) a 0,527s

4º Max Chilton (Honda) a 1,136s

5º Tony Kanaan (Honda) a 1,547s

6º Juan Pablo Montoya (Chevrolet) a 1,715s

7º Alexander Rossi (Honda) a 2,422s

8º Marco Andretti (Honda) a 2,541s

9º Gabby Chaves (Chevrolet) a 3,831s

10º Carlos Muñoz (Chevrolet) a 4,531s

 

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15 comentários

  1. Sr. Dr. HHister

    28 Maio, 2017 at 21:15

    É agora que o Japão vai conquistar o mundo, com colegiais e polvos gigantes!

    • Iceman07

      29 Maio, 2017 at 0:48

      Polvos gigantes e motores Honda que serão uma referência para todos os outros… ohh wait, só se for referencia para o terrorismo pois estouram mais facilmente que uma bomba.

  2. Mariano

    28 Maio, 2017 at 21:25

    Sato no McLaren F1 este Samurai descobriu a poção mágica 🍸🍻

  3. Pity

    28 Maio, 2017 at 21:31

    Mais um que nada fez na F1, mas brilha na Indy…

    • Jaguar R3

      29 Maio, 2017 at 9:59

      44 pontos e 1 pódio. Tenho visto pior…

    • Não me chateies

      29 Maio, 2017 at 14:19

      A melhor corrida de Sato na F1 com a pior equipa de F1 a Aguri, em que Sato ultrapassa o Alonso no Canadá com aquele chasso. Algo parecido com o que fez agora a 3 voltas do fim ao Hélio. Agora dizer que não fez nada, significa que a Pitty esteve a dormir, quando a Honda teve o ano bom, o Sato conseguiu um Pódio e lutou por muitos outros. São 44 pontos no antigo sistema de pontuação, não desta farsa actual.

      • Pity

        29 Maio, 2017 at 14:26

        Pois, mas eu já nem me lembrava do nome dele, portanto, significa que não me impressionou, nem bem, nem mal. Mas é só a minha opinião 🙂

  4. Roger M

    28 Maio, 2017 at 22:03

    O Alonso teve uma corrida forte, correndo algumas voltas como líder da corrida, depois não assisti à corrida durante algum tempo. E quando voltei a assistir aproximadamente à volta 160, o Alonso estava já na décima posição. Depois de aparatosos incidentes, lá o motor Honda do Alonso se calou. Mas acho que se o Alonso tivesse tido motor até ao final…olhem que não sei se não o veríamos no top 3. Foi um Piloto que deu luta, pena a pouca fiabilidade que afectou algumas equipas com motor Honda, pois estavam bem rápidos em pista. Esta corrida, é de facto quase uma lotaria para se vencer.

    • Não me chateies

      29 Maio, 2017 at 14:23

      Ele desceu para 10º porque na bandeira amarela anterior, nem todos pararam e ficaram à frente dos anteriores líderes. Quando desistiu já estava em 7º a lutar para chegar ao 6º.

  5. Speedway

    28 Maio, 2017 at 23:37

    Umas grandes 500 milhas com espectáculo, emoção, suspense , acidentes. Tudo aquilo que faz um tipo ficar 3 horas e tal agarrado ao televisor…e não a dormir como na F1 e noutras! Big Show. Grande Sato que já merecia este prémio para a sua tão longa carreira. Esteve no local certo no momento certo e deu uma estocada de mestre na raposa velha que era o Castro Neves que sabe-as todas de correr em ovais. Parabéns.
    Parabéns também ao Alonso. Grande prova sempre a roçar a frente e podia perfeitamente ter ganho….se também aqui a Honda não desse vergonha com os motores.Já é sina! Mas no tráfego e nas ultrapassagens viu-se bem a classe à parte dele. De outro campeonato. Mas, como aqui referi, para ganhar a garrafa de leite isso só não chega.É preciso que a deusa Fortuna ajude. E hoje isso não aconteceu ao Fernando. Mas parece que gostou, todos o adoraram e ele parece ter vontade de continuar.

    • Iceman07

      29 Maio, 2017 at 0:46

      E eu que há uns tempos pensava que ver os carros a andar as voltinhas num oval era uma grande seca, vi que uma corrida de F1 actual consegue bater todos os recordes de sonolência.

  6. Iceman07

    29 Maio, 2017 at 0:44

    Desta vez o Sato não precisou de um Super Aguri para ultrapassar o Alonso, bastou os colegas japoneses terem sabotado o carro do sumo de laranja.

  7. Não me chateies

    29 Maio, 2017 at 14:15

    Foi preciso ter os tintins no sítio para responder ao homem aranha depois de ser ultrapassado a 6 voltas do fim. Grande Sato, depois de perder no ano passado com o jogo do Rossi, este ano teve de dar tudo para não ficar outra vez em 2º.

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