Indy 500: lotação esgotada pela 2ª vez na história, “Gentlemen, start you engines” às 17h39…
Mais logo, a partir das 17h30 – em Portugal pode ver na Sport TV – disputa-se a 109ª edição das Indy 500, com 33 carros a digladiarem-se em 200 voltas de esperada intensa competição. Até hoje, apenas 10 rookies venceram a prova em mais de um século, sendo apenas três desde 1967 (último: Alexander Rossi em 2016).
Falar de favoritos para a vitória nas Indy 500 é sempre um exercício complicado, tantas e tão boas são as incógnitas e o muito que pode suceder, como a história tem vindo a provar, recorrentemente.
Hoje à tarde, 33 pilotos disputarão 500 milhas em busca da glória imortal na tradicional corrida das 500 Milhas de Indianapolis, que acontece com lotação esgotada pela segunda vez nos seus 109 anos de história. Entre os 350 mil presentes estarão os fãs mais fiéis, mantendo tradições familiares e memórias que atravessam gerações.
O evento carrega momentos icónicos, como a vitória de Danny Sullivan em 1985 após um pião e a histórica tentativa de Danica Patrick em 2005, quando quase se tornou a primeira mulher a vencer a prova.
Hoje, Helio Castroneves tentará tornar-se o primeiro a vencer cinco vezes. Josef Newgarden procura um feito inédito: vencer três edições seguidas, saindo da 32ª posição — ninguém jamais venceu largando tão atrás. Já Robert Shwartzman, estreante, surpreendeu ao conquistar a pole position, sendo o primeiro israelita a competir e o terceiro rookie a largar na frente desde 1950.
Outros nomes importantes incluem Takuma Sato, que pode se tornar triplo vencedor na sua única corrida do ano, e Pato O’Ward, o mais popular entre os fãs e que larga em terceiro. Scott Dixon, com vários recordes em Indianapolis, tenta voltar à vitória após 17 anos. Alex Palou, líder destacado do campeonato, considera que só a vitória serve. Marco Andretti e Graham Rahal representam legados familiares, enquanto Kyle Larson tenta tornar-se o primeiro piloto regular da NASCAR a vencer em Indy. E depois das 500 Milhas ruma a Charlotte para mais 600 na NASCAR…
A edição reúne pilotos de 14 nacionalidades e grande equilíbrio técnico — 19 concorrentes já venceram na Indycar. A corrida promete fortes emoções, com possíveis finais equilibrados, como o recorde de 0,043 segundo de diferença em 1992. Tudo isso acontece num fim de semana que também presta homenagem aos que lutaram e deram a vida pelo país. É hora de correr, se emocionar e fazer história.
Como sempre, a lista inclui mais e menos favoritos, e também como sempre, qualquer um dos nomes pode hoje chegar à glória.
Por exemplo, Scott McLaughlin (#3 – Team Penske), que se está a tornar um dos pilotos mais ‘perigosos’ em circuitos ovais. Liderou 556 voltas em ovais em 2024 (maior número da categoria), liderou 66 das 200 voltas na Indy 500 de 2024, terminando em 6º, tem duas vitórias em ovais na temporada passada.
Pato O’Ward (#5 – Arrow McLaren), tem dois vice-campeonatos nos últimos três anos, quatro top-6 em cinco tentativas e largará da 3ª posição (posição que já produziu 14 vencedores).
Scott Dixon (#9 – Chip Ganassi Racing), vencedor em 2008, ‘deve’ pelo menos mais uma vitória a si próprio.
Hexacampeão da categoria com três top-6 nos últimos cinco anos, com desempenho consistente nos treinos da semana passada.
Alex Palou (#10 – Chip Ganassi Racing), zero vitórias em 27 corridas em ovais, mas seria poético vencer sua primeira em Indianapolis, tem um histórico de azar: vice em 2021, problemas de estratégia em 2022, acidente em 2023
Subiu da 14ª para 4ª posição em 2024.
Marcus Ericsson (#28 – Allegra Honda), foi o vencedor em 2022, tem dois top-2 nos últimos três anos (exceto acidente no ano passado) e largará da 9ª posição com carro competitivo.
E as hipóteses “fora da caixa”?
David Malukas (#4 – AJ Foyt Racing) é tradicionalmente forte em ovais. Qualificou-se em 7º em sua primeira temporada com a equipa, Santino Ferrucci (#14 – AJ Foyt Racing) nunca terminou fora do top-10 em seis participações, 3º lugar em 2023 liderando 11 voltas, 8º em 2024.
Christian Rasmussen (#21 – Ed Carpenter Racing) foi o melhor estreante em 2024 (12º lugar), teve um desempenho consistente nos treinos da semana. Takuma Sato (#75 – AMADA Honda) largará da 2ª posição como piloto de meio período, tem um padrão histórico: venceu quando se qualificou no top-5 (2017 e 2020). Pode se tornar o 11º piloto com três ou mais vitórias.
Conor Daly (#76 – Juncos Hollinger Racing), tem o melhor carro desde 2019 (quando terminou em 10º), fez três top-10 consecutivos na Indy 500 e liderou 69 voltas em participações anteriores.
Por fim, algumas estatísticas importantes: 37 corridas consecutivas com vencedores largando da 19ª posição, ou melhor, apenas um piloto de meio período venceu desde 2011 (Castroneves em 2021), a pole position já produziu 21 vencedores (mais que qualquer outra posição).
“Gentlemen, start you engines”
FOTO Penske Entertainment Doug Mathews
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Canam
25 Maio, 2025 at 10:54
E uma corrida histórica que vale um campeonato. Mas tem estado “congelada no tempo” em termos técnicos. No tempo dos Champ Cars ,finais do século XX, inícios do XXI, que eram máquinas mais evoluídas que estes velhos chassis Dallara, visualmente muito feios, que se espera sejam substituídos para o ano, faziam médias…que só o ano passado foram superadas !
Este ano infelizmente meteram uma coisa hibrida no motor e logo as médias baixaram. O Palou é o melhor que lá anda, mas ainda nunca ganhou esta prova. Será este ano ?
F1 FOR FUN
25 Maio, 2025 at 17:38
Votos negativos de ignorantes que simplesmente, ignoram a realidade, que esta geração de chassis está a limitar velocidades máximas por razões de segurança. A velocidade máxima de apenas uma volta do Arie Luyendyk de 239.260 milhas por hora de 1996.