Fernando Alonso acredita que o uso das tecnologias da Fórmula 1 o podem ajudar em Indianapolis. O espanhol voltará ao ativo já hoje, quando começam os treinos oficiais para a prova. E, apesar de ter surpreendido no seu primeiro teste privado, quando completou o programa destinado a estreantes, sabe que os seus rivais mais experientes levam vantagem.
No entanto, Alonso diz que o uso e o conhecimento da engenharia na McLaren, que contam com sistemas que normalmente não são usados na Indy, podem dar-lhe uma pequena vantagem. “Acho que tenho menos hipóteses do que alguns dos meus oponentes têm. Não tenho experiência em corridas numa oval, nem algumas técnicas para as últimas voltas ou pequenos truques”, disse Alonso.
“Mas, ao mesmo tempo, o nível de sofisticação que temos na F1 é mais alto do que na Indy. Então, ao lado da McLaren, iremos levar um grupo de engenheiros para ajudar a Andretti e talvez, graças a essa abordagem diferente, mais científica, podemos extrair algo a mais.Parte superior do formulário. Parte inferior do formulário Tenho uma chance menor de vencer, mas é verdade que é uma corrida que todos podem vencer. Há o fator sorte, bandeiras amarelas e o ‘safety-car’. Mas, mesmo que isso apenas aumente as nossas chances em 1%, vale a pena tentar.”
Alonso deu como exemplo o uso de um visor no seu volante que fazia comparação em tempo real com os outros tempos de volta, o que foi fundamental para o bom desempenho no teste. “Disse aos engenheiros para colocarem uma referência do ano passado de uma volta feita a 338 km/h. Então, para essa primeira fase, tentei ser 0s2 ou 0s3 mais lento que essa volta de referência. Depois, tentei ser 0s2 ou 0s3 mais rápido que a volta de referência, para depois, ser cerca de 1s melhor. Pedi aos engenheiros essa referência no volante, o que eles normalmente não fazem. Então, acho que os outros estreantes levam mais tempo para passar por esse teste. Com um pouco de ajuda, ao menos conseguimos controlar tudo.
Definitivamente foi um bom teste para mim. Vou aprender muitas coisas. Em termos de tecnologia e sofisticação, a F1 está em outro nível, então boa parte das minhas chances estão em implementar essas coisas por lá. Preciso de manter em segredo!”, terminou o espanhol.











