Drama e emoção nas 500 Milhas de Indianapolis: pole-surpresa, penalizações e muitos favoritos
O estreante Robert Shwartzman surpreendeu ao garantir a pole position para as 500 Milhas de Indianápolis, um feito inédito para um rookie desde Teo Fabi em 1983. A corrida em Portugal é transmitida na Sport TV4, às 17h30 de domingo, 25 de maio.
Competindo pela PREMA Racing na sua primeira prova em ovais, Shwartzman, piloto russo-israelita, ex-membro da Ferrari Driver Academy e ex-piloto de reserva da Ferrari na Fórmula 1 entre 2021 e 2024, alcançou uma média de 232.790 mph (373 km/h) no Firestone Fast Six. A PREMA também fez história ao conquistar a pole na sua estreia na IndyCar.
Takuma Sato e Pato O’Ward completam a primeira fila, enquanto Scott Dixon, Felix Rosenqvist e Alex Palou partirão da segunda. O desempenho de Shwartzman foi notável, dado que iniciou os treinos nas últimas posições, mas evoluiu rapidamente até à pole. Uma evolução sensacional.
Na parte final da grelha, Marco Andretti, Marcus Armstrong e Rinus VeeKay garantiram as últimas vagas, enquanto o estreante Jacob Abel ficou de fora. A qualificação também teve drama com a penalização de Josef Newgarden e Will Power, da Team Penske, que caíram para a última fila (32º e 33º) devido a irregularidades no atenuador dos seus carros durante a qualificação do Top 12, enquanto Scott McLaughlin (também da Penske) não foi penalizado.
Com a punição, os pilotos que largariam atrás de Newgarden e Power sobem uma posição na grelha.
Agora, o que verdadeiramente interessa: quem vencerá a 109ª edição das 500 Milhas de Indianápolis?
Talvez Alex Palou, um dos melhores pilotos que ainda não venceu a Indy 500, e já o poderia ter feito, por exemplo, em 2021 (ultrapassado nas últimas voltas por Helio Castroneves), ou 2022 (nono, prejudicado por uma caution), ou 2023 (quarto, após um acidente na entrada das boxes). Será que Josef Newgarden pode sair da última fila e vencer? Seria tão inesperado como esta pole, até porque nunca ninguém venceu partindo de tão atrás. Por outro lado, será a vez de Pato O’Ward, que esteve muito perto de vencer no ano passado? E Takuma Sato? Scott Dixon, vencedor de 2008, a partir do segundo lugar, é outra boa possibilidade para, com a Chip Ganassi Racing, beber o leite no domingo. Conor Daly também tem um bom carro (Juncos Hollinger Racing/Chevrolet).
Em resumo, a largada da 109ª edição das 500 Milhas de Indianapolis terá Robert Shwartzman na frente, a partir da pole na sua primeira corrida em ovais, e logo nas Indy 500. Ironia do destino, Josef Newgarden, vencedor das duas últimas edições, partirá da última fila devido a uma penalização à Team Penske por irregularidades técnicas.
Há, claro, muito mais em jogo, como Scott Dixon, que arranca de 4º, novamente à procura de repetir o triunfo de 2008; Takuma Sato, que parte da primeira linha, a tentar o terceiro triunfo; Helio Castroneves, 22º na grelha, a querer chegar ao penta (se o conseguisse, tornar-se-ia no mais velho vencedor da história da corrida).
Mas os olhos estarão também, claramente, em Pato O’Ward, Alex Palou e, last but not least, no ‘NASCAR man’, Kyle Larson, que vai tentar completar as Indy 500 e as 600 Milhas de Charlotte no mesmo dia. Outra curiosidade: os oito primeiros na grelha pertencem a oito países diferentes: Israel (Robert Shwartzman), Japão (Takuma Sato), México (Pato O’Ward), Nova Zelândia (Scott Dixon), Suécia (Felix Rosenqvist), Espanha (Álex Palou), Estados Unidos (David Malukas) e Dinamarca (Christian Lundgaard).
A corrida em Portugal é transmitida na Sport TV4, a pré-corrida a partir das 16h20 e a corrida às 17h30, no domingo, 25 de maio.
FOTO: Penske Entertainment: Joe Skibinski


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Cágado1
23 Maio, 2025 at 12:25
Várias vezes disse que era uma pena o Shwartzman nunca ter tido uma oportunidade na F1. Espero que tenha sorte e consiga singrar na Indy.
Canam
23 Maio, 2025 at 13:02
Este ano meteram lá um componente hibrido e as médias caíram logo. Enfim espera-se que não estraguem ainda mais isto. O carro em si é uma relíquia, muito velho com linhas ultrapassadas. É urgentíssimo construírem um chassis moderno, porque este modelo está gasto. e desde há muitos anos. A corrida em si é uma lotaria. Basicamente quase todos podem ganhar.