Indy 500: Os 12 trabalhos da McLaren e de Fernando Alonso

Por a 18 Maio 2019 12:46

São famosos os doze trabalhos de Hércules, mas passe a expressão e fique a ideia, o que está a suceder com a McLaren e com Fernando Alonso nestas 500 Milhas de Indianápolis, é também uma tarefa hercúlea…

Fernando Alonso continua à procura de se posicionar o melhor possível para a tentativa de vencer das 500 Milhas de Indianápolis, mas como já se percebeu não vai ter tarefa fácil. Como se sabe, o espanhol perdeu tempo valioso de pista, logo no primeiro dia com problemas elétricos no seu monolugar, depois, no segundo, com o acidente, o que fez com que a equipa perdesse um dia inteiro (quarta-feira) para reparar o Dallara.

Na quinta-feira as coisas melhoraram com o carro #66 a ter o tempo de pista necessário, permitindo que o bicampeão do Mundo de F1 fizesse muitas voltas. terminou o dia na 24ª posição, mas no final do dia de ontem, caiu para a 30ª posição, o que para o coloca na zona de perigo para se qualificar entre os 33 melhores que irão qualificar-se hoje (sábado) para a corrida de 25 de maio: “Tem sido algo frustrante, não posso mentir, mas hoje (sexta) foi um dia positivo. Tivemos muitos pneus novos nos últimos dias, por isso fomos capazes de fazer muitas voltas. Espero que essa informação nos dê confiança na qualificação”.

Na verdade esta é uma tarefa muito complicada para Alonso e para a McLaren já que disputar as 500 Milhas de Indianápolis como uma nova equipa é bem diferente do que Alonso fez em 2017 quando chegou e sentou-se no carro da Andretti Autosport para rodar.

Agora, é a McLaren que tem vindo a fazer tudo. Será algo semelhante a uma nova equipa de F1 chegar e disputar um Grande Prémio, e logo com intenções de vencer. Logicamente que a Indycar é muito mais nivelada que a F1, mas chegar e fazer jogo igual com as equipas da super experientes da Indycar não é nada fácil.

Basicamente no que a McLaren aposta é colocar o carro na grelha, e depois nas 500 Milhas de Indianápolis a oportunidade abre-se até porque a corrida apesar de ser um duro teste para os pilotos e para as equipas, também não deixa de ser uma lotaria, sendo que qualquer um pode vencer nas circunstâncias certas, e é nisso que a McLaren aposta.

Sendo verdade que em 2017 já esteve na luta pelo triunfo, até que o motor do seu monolugar partiu, desta feita o desafio é bem maior, já que a equipa é ‘rookie’ e não experimentada como é, e foi em 2017, a Andretti Autosport. Continua a haver hipóteses de Fernando Alonso conseguir uma vitória que o colocaria a par de Graham Hill como os únicos dois pilotos a conquistar a Tripla Coroa do desporto motorizado.

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