Fórmula E: Lucas di Grassi campeão
Lucas Di Grassi tornou-se no terceiro campeão da única competição de monolugares elétricos, ao ser sétimo classificado na derradeira corrida da temporada, ganha por Jean-Eric Vergne, mas onde Sébastien Buemi teve uma prova ruinosa para as suas aspirações na renovação do título. A 18 pontos de Di Grassi no campeonato, Buemi partia para o segundo confronto do fim de semana da Fórmula E em Montreal apenas da 13ª posição da grelha de partida, bem longe de Di Grassi, que arrancava de quinto. E como se isso não bastasse o suíço da Renault eDams ainda viu o seu monolugar ficar danificado no incidente que se produziu na primeira curva quando Stéphane Sarrazin entrou em pião após colisão com Daniel Abt.
Buemi teve de rumar às boxes para reparar o carro, não sem antes conseguir ganhar duas posições. Mas isso de nada lhe serviu pois o atraso sofrido tornou a sua missão de lutar pelo título praticamente impossível. O suíço regressou à pista disposto a dar o tudo por tudo mas apenas conseguiu chegar à 11ª posição. E face a isto Di Grassi fez apenas o estritamente necessário para vencer o campeonato, não correndo o mínimo risco e cedendo, inclusivamente uma posição ao seu companheiro de equipa Daniel Abt na última volta da corrida. Na terceira tentativa o brasileiro sagrava-se finalmente campeão.
Não menos feliz que Lucas di Grassi ficou Jean-Eric Vergne, que conseguiu levar de vencida Félix Rosenqvist – o autor da ‘pole-position’ na segunda metade da corrida, depois do sueco da Mahindra parar uma volta antes do francês para trocar de carro. Isso deu-lhe cinco segundos de vantagem, mas também significou que teve menos energia do que Vergne e o gaulês da Techeetah acabou por aproveitar esse facto para obter a sua primeira vitória na Fórmula E. Rosenqvist acabou por ficar sobre pressão de José Maria Lopez, que fez uma grande recuperação depois de partir de 11º, mas o argentino da DS Virgin acabou por não o conseguir ultrapassar, permitindo assim ao sueco ser segundo e assegurar a terceira posição no campeonato.
O top cinco foi completado pelos dois outros pilotos da DS Virgin e da Mahindra, Sam Bird e Nick Heidfeld, respetivamente, numa prova onde António Félix da Costa não conseguiu passar da 15ª posição, dois lugares atrás do seu companheiro de equipa na Andretti, Robin Frijns.
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Zé do Pipo
31 Julho, 2017 at 10:18
Era-me indiferente quem ganhava, mas Buemi tudo fez para merecer o que lhe aconteceu! Em Le Mans 2016, excepto os adeptos “doentes” da Porsche, toda a gente teve pena da Toyota e seus pilotos. Desta vez não tenho pena nenhuma, Buemi não aguentou a pressão; estupidez na picardia verbal com o Di Grassi; “espetou-se” nos treinos; penalização por troca peças; acabou a experimentar as escaramuças no meio do pelotão; desclassificado por responsabilidade da sua equipa; voltou a “embrulhar-se” no meio do pelotão. Pelo meio andou a refilar com toda a gente, inclusive com o Félix da Costa. Buemi só tem de agradecer a si e aos seus o facto de não ter chegado ao título.
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31 Julho, 2017 at 10:59
E ao facto de não lhe ter sido permitido competir na ronda anterior, não?
Zé do Pipo
31 Julho, 2017 at 12:52
Desculpe mas escapou-lhe algo… O Buemi não participou, não foi porque não permitiram, foi porque deverá ter assinado (de livre vontade) um contrato com a Toyota em que esta teria o poder de decisão, e ela exerceu esse poder. Se estivesse livre por contrato é lógico que ele participava, então só tem que se culpar!
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31 Julho, 2017 at 17:18
E mesmo sem os pontos de Nova Iorque, o Lucas seria na mesma campeão. Terminava na frente do Daniel e só não atacou o Heidfeld porque não precisava.