F2, Charles Leclerc: “Em Barcelona percebi que podia ganhar o campeonato”

Por a 7 Outubro 2017 18:37

Charles Leclerc conseguiu a uma jornada do fim o tão ambicionado título de FIA de Fórmula 2. O monegasco, integrado no programa de jovens pilotos da Ferrari, já aguardava por este dia. Mas mesmo assim não há nada como se ‘sentir’ já Campeão. Um resultado que surge como corolário de uma campanha quase imaculada, em que colecionou seis vitórias e várias ‘pole-position’, reforçando a sua candidatura à F1 já na próxima temporada. “É espantoso. Tivemos uma grande época e em termos de performance sempre fomos muito rápidos, sendo o único ponto baixo a qualificação em Monza, e isso por minha culpa, porque não foi suficientemente bom nessa sessão. Mas à parte disso penso que sempre estivemos na frente e isso foi muito bom”, afirmou Leclerc nos primeiros minutos como Campeão.

Leclerc recorda também que para além de Monza, o ano teve outro momento mau, que foi o falecimento do seu pai, e ter ganho o campeonato “serve também para o homenagear”, por isso dedica o título ao seu pai: “Teria preferido não ter de dedicar quaisquer títulos no futuro. No ano passado dediquei a Jules (Bianchi), este ano ao meu pai, por isso espero que no próximo ano isso não aconteça. Não sei, mas talvez no próximo ano seja mais difícil (vencer um campeonato)”. O monegasco considera também que a equipa Prema foi instrumental no campeonato agora conquistado: “Obviamente que é importante estar na equipa certa. É sempre algo que nos faz ganhar um campeonato – penso que foi um ano mesmo muito bom, trabalhamos bastante desde os testes de inverno, concentramo-nos em nós próprios. Nesses testes não estávamos onde queríamos. Não me sentia suficientemente rápido. Mas depois veio a primeira corrida e foi um grande passo. Eles (a equipa) também o deram e fui desde logo muito rápido”.

Sobre os adversários, em especial o mais forte de todos, Oliver Rowland, Charles Leclerc diz que não pensou muito neles: “Na minha maneira de ver fiz o que sempre fiz nos últimos anos, concentrei-me apenas em mim e no meu carro. Para ser honesto sempre sentimos a competição, mas olhei mais para mim e centrei-me em obter os melhores resultados o tempo todo. Hoje foi provavelmente a primeira vez que senti que tinha de estar à frente do Oliver”. O monegasco também recorda quando percebeu que seria possível vencer o campeonato: “Penso que em Barcelona, depois da primeira corrida, pois na qualificação no Bahrain não tinha a certeza se tinha sido sorte ou se estava muito rápido, porque houve uma bandeira vermelha no momento errado para mim. Por isso era difícil de julgar, e depois na primeira corrida não estava seguro. Lutei para gerir os pneus e sabia que na F2 isso é uma parte importante do campeonato. Na segunda corrida escolhi uma estratégia completamente diferente dos outros, por isso não sabia o que podia acontecer na corrida seguinte. Quando cheguei a Barcelona tornou-se claro que tínhamos o andamento para ganhar o campeonato e que estava a fazer tudo corretamente, tendo boas hipóteses de garantir o título. Fiz a ‘pole’ e ganhei a primeira corrida sem qualquer sorte, por isso foi nesse momento que percebi que tinha o potencial para ganhar o campeonato”.

Quanto ao futuro, e a possível chegada à F1, Leclerc prefere não fazer muitos planos, pois nada está ainda definido relativamente ao que vai fazer em 2018: “Falei ao meu manager, porque não me queriam dizer nada antes de ganhar o campeonato, por isso tive de lhe ligar para saber um pouco mais agora”.

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